Wallace, do Sport: “Foi bem além do meu sonho”

Mais de 50 mil torcedores no Mineirão. O adversário: o badalado Atlético-MG, em uma partida que valia nada mais nada menos do que a liderança do Brasileirão. Ingredientes que foram bem além do que o garoto Wallace, de 17 anos, imaginara para sua estreia como profissional. O atacante oriundo das categorias de base do Sport entrou aos 22 minutos do segundo tempo do confronto, na noite de quarta-feira (8). Mostrou personalidade, foi bem e, menos de 24 horas depois do apito final, apesar da derrota leonina por 2×1, colheu os primeiros frutos da fama meteórica.

“Fiquei surpreso com o assédio que recebi no aeroporto. Antes de entrar em campo, quase ninguém me conhecia. Desembarquei e os torcedores chamavam meu nome. Ainda não estou acostumado com isso”, reconheceu Wallace, que foi recepcionado pela família, nesta quinta, na chegada ao Recife. Entre eles, estava o pai, Geraldo, um dos laterais-esquerdos do Sport em 1994. “É uma honra para mim seguir os mesmos passos dele (do pai). Ele sempre me incentivou no futebol. Por isso, antes de entrar em campo, pensei nele”, contou.

Wallace reconheceu que nem nos seus melhores sonhos imaginava uma estreia como a de anteontem. “Foi além do meu sonho. Eu pensava que ia ter a minha primeira chance no profissional em uma partida que estivesse resolvida, com um placar elástico. Nunca em um confronto tão decisivo. Mas estou muito feliz. Não tenho palavras para explicar. Agradeço ao professor (Eduardo Baptista) pela confiança. Prometo que vou trabalhar muito para corresponder a expectativa de todos”, disse.

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