Veja a situação das universidades federais com professores em greve

A greve dos professores das universidades federais começou em 17 de maio, e atualmente professores de 51 instituições federais de ensino superior paralisaram as atividades: 47 universidades (cerca de 80% do total) e quatro dos 40 institutos ou centros federais de educação tecnológica estão parcial ou totalmente parados.

Estudantes de 19 das 46 universidades também entraram em greve para pedir melhores condições de ensino. Segundo a Andes, a greve afeta mais de 1 milhão de alunos.

A categoria pleiteia carreira única com incorporação das gratificações em 13 níveis remuneratórios, variação de 5% entre níveis a partir do piso para regime de 20 horas correspondente ao salário mínimo do Dieese (atualmente calculado em R$ 2.329,35), e percentuais de acréscimo relativos à titulação e ao regime de trabalho.

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, considera a greve injusta e diz que todos os acordos firmados em 2011 com os professores universitários da rede federal foram cumpridos pelo governo.

Veja abaixo:

VEJA A POSIÇÃO DA UNIVERSIDADE E DOS PROFESSORES DAS 49 INSTITUIÇÕES FEDERAIS EM GREVE
UF Instituição Posição da universidade
Posição do sindicato de professores
AC Universidade Federal do Acre (Ufac) Segundo a assessoria de imprensa da Ufac, 100% dos professores aderiram ao movimento. De acordo com a instituição, cerca de 8 mil estudantes estão sem aula.
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Segundo a Associação de Docentes da Ufac (Adufac), 95% dos cerca de 600 professores paralisaram totalmente as atividades desde 21 de maio. O sindicato reinvindica a contratação professores efetivos, principalmente no Colégio de Aplicação da Ufac, melhoria na infra-estrutura de salas de aula, laboratório, museus e da manutenção dos banheiros, melhores condições de permanência estudantil (atualmente, apenas 10% dos estudantes recebem bolsa), compra de livros para a biblioteca.
AL Universidade Federal de Alagoas (Ufal) A universidade está em greve desde o dia 17 de maio. A Ufal reconhece o movimento dos 1.500 professores. O Conselho Universitário acatou a decisão de suspensão de todas as atividades de ensino. Segundo a Associação dos Docentes da Ufal, a greve tem adesão 100% dos docentes. Além das reinvindicações do sindicato nacional, a associação luta pela não privatização do Hospital Universitário.
AM Universidade Federal do Amazonas (Ufam) De acordo a reitoria da Ufam, mais de 28 mil estudantes foram afetados pela greve (o número inclui os alunos da capital e dos municípios do interior). A reitora, professora Márcia Perales, declarou o apoio aos docentes e enfatizou sobre a legitimidade do movimento. “As reivindicações dos docentes são justas e trarão ganhos a uma categoria muito importante para o futuro de uma nação”.
 
Oficialmente, 100% do corpo docente da Universidade Federal do Amazonas deveria estar em greve, contudo há um ou outro professor que fura o movimento, segundo a Associação dos Docentes da Universidade Federal do Amazonas (Adua). Além das reinvidicações nacionais, o corpo de docentes e demais funcionários reinvidicam melhorias na infraestrutura da universidade. Segundo a Adua, a instituição carece de laboratórios, acervo nas bibliotecas e condições sanitárias basicas.
 
AP Universidade Federal do Amapá (Ufap) Sem retorno. Não conseguiu contato com o Sindicato dos Docentes da Universidade Federal do Amapá (Sindufap).
BA Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) A greve atinge 100 % do corpo docente. A UFRB possui 7.500 estudantes, que estão sem atividades de ensino. Existe um consenso na comunidade acadêmica de que os docentes precisam de uma nova carreira e um novo patamar de salários. “Nós apoiamos integralmente essas reivindicações dos docentes”, diz o reitor Paulo Gabriel Nacif. “Não temos dúvidas que o Governo Federal concorda que temos a necessidade de avançar nessa questão para efetivamente consolidarmos o processo em curso de expansão e interiorização da educação superior federal.”
 
Os docentes reclamam de problema de climatização em alguns centros (salas muito quentes, sem ar condicionado). Também reivindicam conclusões de obras que atualmente estão paralisadas, especialmente de laboratórios e do hospital veterinário. Indicam ainda ausência de hospital para direcionar a demanda dos cursos de Enfermagem e Nutrição. Por fim, entre os pontos principais, também há a questão da “falta de local adequado para estágio” — hoje estudantes são dirigidos para unidades de saúde em Salvador e em Feira de Santana.
BA/PE Universidade do Vale do São Francisco (Univasf)  Mais de 95% dos 393 professores aderem ao movimento. A Univasf possui 4.599 alunos matriculados. A reitoria se diz “sensível à pauta de reivindicações dos docentes, inclusive, o Conselho Universitário (Conuni), órgão deliberativo e consultivo máximo da instituição, aprovou moção de apoio às reivindicações dos professores da Rede Federal de Educação Superior (Ifes)”. Além das reivindicações do sindicato nacional, os docentes da Univasf reclamam da sobrecarga de trabalho para coordenadores e subcoordenadores nos cinco campi; acessibilidade — transporte público não funciona nem para chegar nem para se deslocar dentro dos campi; maior autonomia na tomada de decisões de cada campus — alega que a centralização dificulta pequenas soluções dentro de cada unidade; implantação de posto de atendimento de emergência em cada campus, que atualmente não existe.
BA Universidade Federal da Bahia (UFBA) A reitoria aguarda a oficialização da greve dos docentes da UFBA para se pronunciar. Nesta terça-feira, os professores vão fazer um referendo que irá decidir sobre a adesão à greve. Serão inseridas “mesas coletoras de votos” em parte das unidades da universidade, pelas quais os docentes filiados ao sindicato oficial irão se posicionar sobre a declaração de greve aprovada na Assembleia Geral do dia 29 de maio.
DF Universidade de Brasília (UnB) A UnB não sabe quantos alunos foram afetados. O calendário de atividades da graduação foi suspenso na última semana. Isso significa que, mesmo que um professor esteja em sala de aula, se um aluno aderir à paralisação e quiser repor aula depois, o professor vai ter que dar aula de novo. A suspensão do calendário foi uma decisão do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe). Segundo a Associação dos Docentes da Universidade de Brasília (AdUnB), a adesão é de quase 100%. O presidente da AdUnB disse que o reitor não recebeu a AdUnB para tratar da greve. Segundo o professor Ebnezer Maurílio Nogueira da Silva, a reitoria está “apática” e “não tem dialogado” sobre o assunto. A reitoria diz que reconhece o movimento dos docentes.
ES Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) Segundo a administração da Ufes, do total de 1.717 professores, 65% aderiram à greve. A administração não sabe precisar quantos alunos foram afetados. Em nota, a universidade fiz que reconhece as reivindicações dos docentes. “A Ufes vem se empenhando fortemente na sua expansão e fortalecimento, buscando, desta forma, dar respostas às demandas crescentes da sociedade no que tange à formação de pessoas e ao desenvolvimento do conhecimento científico, tecnológico e cultural.” 85% dos professores aderiram à greve, segundo a Associação dos Docentes da Ufes (Adufes). As principais reivindicações dos professores são a restruturação do plano de carreira dos profissionais e a destinação de 10% do PIB para a educação. Eles também pedem melhorias na estrutura dos campi, tanto no que diz respeito às salas quanto aos equipamentos.
GO Universidade Federal de Goiás (UFG) A reitoria está na expectativa do início da greve dos professores. A UFG possui cerca de 30 mil alunos só na graduação, fora especializações, mestrado, doutorado e educação à distância. A Associação dos Docentes da Universidade Federal de Goiás (Adufg) decidiu, em reunião da diretoria executiva na manhã desta terça-feira (4) acatar o indicativo de greve para o dia 15 de junho, deliberado pela Federação de Sindicatos de Professores de instituições Federais de Ensino Superior (Proifes). A decisão será avaliada em um plebiscito marcado para o dia 12.
MA Universidade Federal do Maranhão  (UFMA) A assessoria de comunicação da UFMA informou que o posicionamento da entidade sobre reivindicações é o mesmo do Ministério da Educação (MEC). A universidade não informou quantos alunos estão afetados pela greve. A adesão da UFMA à greve aconteceu em 14 de maio. Segundo a Associação dos Professores da UFMA, seção sindical do Andes (Apruma), em todos os campi da UFMA, na capital São Luís, Imperatriz, Bacabal, Chapadinha, Pinheiro e Codó, os professores paralisaram as aulas — total ou parcialmente, chegando a um percentual de 90%. Os docentes pedem reformulação do piso salarial, hoje de R$ 551, inclusão de gratificações aos vencimentos em caráter irrestituível e melhoria das condições de trabalho, limitação de no máximo 30 alunos por turma; a quantidade de 12 horas aulas para contratos de 40 horas; e que as eleições, na UFMA, sejam realizadas dentro do prazo regimental.
MG Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) A assessoria da UFTM informou que 65% de professores estão em greve e 50% dos alunos sem aula. Quanto às reivindicações, a Reitoria está aguardando as negociações da pauta nacional. No curso de medicina, as turmas, até o sétimo período estão, completamente, sem aulas. Só os períodos onde os alunos fazem residência, permanecem com aulas normais. De acordo com o representante do comando de greve da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), Bruno Curcino, em média, 70% do corpo docente aderiu à greve. Na instituição os cursos foram divididos em cinco grupos. Três deles contam com mais de 90% de adesão dos professores. Outros dois grupos tem 55% de paralisação.
MG Universidade Federal de Uberlândia (UFU) A UFU informou que é favorável ao movimento e inclusive divulgou uma moção de apoio em maio desse ano: “O Conselho Universitário da UFU reconhece o estado de greve dos docentes e dos estudantes. Além disso, é sensível às reivindicações pautadas e refuta qualquer cerceamento à livre expressão de docentes, técnicos e discentes.” De acordo com o representante do comando de greve da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), Aurelino José Ferreira Filho, 52% do corpo docente aderiu à greve, iniciada no dia 17 de maio e ainda sem previsão de retorno. Hoje, a universidade conta com 1.649 professores ativos. Após a greve dos professores da UFU, os alunos da instituição também aderiram à paralisação, no dia 25 de maio. Por isso, aproximadamente 70% dos 22 mil estudantes dos diversos campi da universidade estão parados, de acordo com o Diretório Central dos Estudantes (DCE).
MG Universidade Federal de Viçosa (UFV) Sem retorno. Sem obteve retorno.
MG Universidade Federal de Lavras (Ufla) A universidade tem cerca de 500 professores, e 100% deles estão parados, afetando aproximadamente 9 mil estudantes. Apenas as atividades de pesquisa continuam sem interrupção. A reitoria ainda não se posicionou oficialmente sobre a greve. Sem retorno.
MG Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop) Sem obteve retorno. Segundo o sindicato, 95% dos professores estão paralisados. A universidade está praticante fechada. Além das da pauta nacional, a categoria faz reivindicações de infraestrutura, de vigilância e outras variações. A principal é a reestruturação de carreira porque querem que haja impacto no reajuste salarial.
MG Universidade Federal de São João Del Rei (UFSJ) Segundo a universidade, os 12 mil estudantes estão sem aulas. A reitoria apoia os direitos dos grevistas e considera legítimas as reivindicações dos professores. Sem retorno.
MG Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM) Houve uma reunião do Conselho Universitário na última sexta-feira e a reitoria apoiou a greve. A Moção de Apoio à Greve dos professores será entregue nesta segunda-feira (4) ao Comando Local de Greve. Não há informações sobre número de estudantes atingidos nem sobre número de docentes em greve. Sem retorno.
MG Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet-MG) Sem retorno. O sindicato segue a reivindicação nacional, mas tem uma questão particular sobre a transformação do Cefet-MG em universidade. A paralisação atinge todos os seus 11 campi. Houve 100% de adesão do corpo docente, em todos os níveis de ensino: técnico, graduação e pós-graduação.
MG Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) A reitoria da UFJF afirmou que não vai se pronunciar sobre a greve. Segundo a Associação dos Professores de Ensino Superior de Juiz de Fora (Apesjf), que responde pela UFJF e pelo IF Sufeste MG, cerca de 85% de professores estão em greve nas duas instituições. Quanto aos estudantes, em torno de 20 mil alunos estão sem aula em ambas instituições. Os professores seguem as reivindicações nacionais.
MG Instituto Superior do Sufeste de Minas Gerais (IF Sudeste MG) Sem retorno.
MG Universidade Federal de Alfenas (Unifal) A reitoria da Unifal diz que está aguardando e acompanhando a negociação entre o Ministério do Planejamento e o Comando Nacional da Greve. Mais de 90% do Corpo Docente entrou em greve. A Unifal possui atualmente 367 docentes. Dos 5.535 alunos da instituição, cerca de 10% continuam tendo atividades curriculares, 90% estão parados.
MS Universidade Federal de Grandes Dourados (UFGD) A UFGD informa que não é possível dizer qual qual a porcentagem do corpo docente que entrou em greve porque mesmo durante a paralisação, os servidores assinam a folha de ponto. A instituição tem 6 mil alunos. Sem obteve retorno.
MT Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT) A greve teve adesão de 100% dos professores da graduação, afetando  19.385 alunos. “Há a necessidade de revisão das questões básicas de carreira dos docentes e rediscutir a progressão de carreiras”, disse o vice-reitor Francisco Dutra. De acordo com o membro do comando local de greve, Antônio Carlos Máximo, o percentual de adesão à greve é de mais de 90%. Os quatro campi da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) estão com as atividades paralisadas.
PA Universidade Federal Rural da Amazonia (Ufra) Sem retorno. Sem retorno.
PA Universidade Federal do Pará (UFPA) A greve tem adesão de 80% dos docentes, e mais de 52 mil alunos estão sem aulas. Segundo a reitoria, “a UFPA garantirá o funcionamento, o mais normal possível, das atividades da Instituição”. Os professores pedem implantação de políticas de segurança pública na universidade, a liberação do terreno para construção da Casa do Professor, a regulamentação do transporte coletivo para professores no interior do estado, e a criação de creche universitária para a comunidade acadêmica.
PA Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) Sem retorno. Sem retorno.
PB Universidade Federal da Paraíba (UFPB) A universidade tem 40 mil alunos, mas não se sabe exatamente quantos estão sendo afetados pela greve. A reitoria disse que não se posiciona sobre a greve e que o sindicato discute diretamente com o Governo Federal.
O Conselho Universitário (Consuni) emitiu uma moção de apoio ao movimento grevista nas instituições federais de ensino superior do país.
De acordo com o Sindicato dos Docentes da Universidade Federal da Paraíba (AdufPB) a adesão está entre 90 e 95% dos professores.
Os professores reclamam do inchaço que a universidade sofreu depois da implantação do Reuni, uma vez que não havia estrutura suficiente para suportar a demanda dos novos cursos e alunos.
 
PB Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) Sem retorno. Segundo o professor Washington Farias, suplente da diretoria da AdufCG e membro comando de greve, a universidade aderiu ao Reuni e o projeto de expansão foi desenvolvido sem sistematização, de modo que o funcionamento dos cursos e campi ficaram precários. Houve aumento de alunos por turma e, como consequência, sobrecarga dos professores, além de falta de material de trabalho e salas adequadas.
PB Instituto Federal da Paraíba (IFPB) A greve começou na terça-feira (5/6). O pró-reitor da instituição, Paulo di Tarso, disse que 7.500 estão sem aulas em João Pessoa e que já apresentou as reivindicações para o Ministério da Educação e Planejamento e aguarda uma posição. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores Federais da Educação Básica e Tecnológica da Paraíba (Sintef-PB), a previsão é que até o dia 13 de junho todos os campi da Paraíba paralisem as atividades. O campus de João Pessoa está funcionando com 30% do efetivo.
PE Universidade Federal Rural  de Pernambuco (UFRPE) A universidade tem 15 mil alunos e mil professores.A reitoria afirma que reconhece e apoia as reivindicações dos professores. A UFRPE afirma ainda que, em momento posterior, serão tomadas todas as providências para sanar problemas que possam vir a acontecer como consequências da greve. Segundo o sindicato, 95% dos professores adeririam à greve. A categoria afirma que tem laboratório desmantelado, prédio novo que não pode ser ocupado porque está rachado. Prédio de matemática em que construíram fosso de elevador e não cabe o elevador. E a biblioteca do campus de Garanhuns terá que ser demolida antes de ser inaugurada por causa da infiltração.
PE Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) O Conselho Universitário reconhece a greve dos docentes e manifesta-se pela necessidade de diálogo e negociação efetiva entre o Governo Federal e as representações sindicais. A universidade tem 33.408 estudantes.
 
O sindicato de professores não informa quantos docentes aderiram à greve. O comando local planeja ir aos departamentos nos próximos dias conscientizar professores que ainda não aderiram ao movimento.
PI Universidade Federal do Piauí (UFPI) Aulas na graduação estão parcialmente paradas, mas as aulas do ensino a distância e da pós-graduação seguem normalmente. A universidade não sabe a porcentagem de adesão à greve porque não há ponto para professores. São mais de 20 mil alunos. A greve conta com 90% de adesão dos professores, segundo o presidente da Associação dos Docentes da Universidade Federal do Piauí (Adufpi), Mario Angelo de Meneses Sousa. Além da pauta nacional, eles reivindicam melhores condições de trabalho.
PI Instituto Federal do Piaui (IFPI) De acordo com o pró-reitor de ensino, Paulo Henrique Lima, o instituto tem 14 mil alunos e cerca de 700 professores em 11 campi. Quatro deles estão funcionando em 100%, diz ele. Outros cinco tiveram mais da metade das atividades paralisadas pelos professores. 95% dos professores dos sete campi em greve, segundo o presidente do Sindicato dos Docentes do IFPI (Sindifpi), Marconis Fernandes Lima. Além da pauta nacional, reivindicam melhores condições de trabalho e democratização da gestão.
PR Universidade Federal do Paraná (UFPR) Segundo a UFPR, 20 mil estudantes estão sendo prejudicados com a greve. A universidade analisa a questão do limite das horas-aula e diz que a média é de nove horas-aula por professor. Para tentar resolver este e também os problemas de infraestrutura, a UFPR montou uma comissão que vai rever todo o Regimento Interno. O Conselho Universitário aprovou um manifesto a favor das solicitações da categoria já na paralisação de 2011. De acordo com a Associação dos Professores da Universidade Federal do Paraná, 80% dos docentes aderiram à mobilização. Além da pauta nacional, os professores também reivindicam limite de 12 horas-aula para os professores que possuem dedicação exclusiva, com 40 horas semanais. Isso, de acordo com a APUFPR, para garantir os trabalhos na área de extensão e pesquisa.
PR Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) De acordo com a assessoria de comunicação da UTFPR, cerca de 95% dos professores aderiram à greve e quase a totalidade dos alunos, 25 mil, são afetados pela paralisação. Entre as reivindicações estão a contratação de mais professores efetivos com a abertura de novas vagas para docentes, considerando a expansão da universidade e a atual sobrecarga de trabalho; limite máximo de 12 horas por semana (para docentes com dedicação exclusiva e com regime de trabalho de 40h) e 10 horas (para professores com regime de trabalho de 20h) e de 16 horas a 18 horas para professores substitutos.
PR Universidade de Integração Latino-Americana (Unila) Estimativa é de que 90% dos professores estão em greve. As aulas nos laboratórios continuam e o curso completo de ciências biológicas não teve as atividades paralisadas. A Unila tem 1,2 mil alunos e a estimativa é que também 90% deles estejam sendo afetados com a greve. De acordo com a presidente da Associação de docentes da Unila (Adunila), Gisele Ricobon, a categoria pede a institucionalização da universidade, de um regimento interno, a descentralização administrativa e infraestrutura para avaliação dos alunos, já que a universidade é recente. Eles pedem também a avaliação do plano de carreiras dos professores.
RJ Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) Sem retorno. Os professores da Universidade Federal do Rio de Janeiro deliberaram em assembleia pela interrupção das atividades por tempo indeterminado. A greve começou no dia 22 de maio.
RJ Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) A greve na Unirio começou no dia 17. A reitoria disse que não tem informações sobre a adesão à greve. Sem retorno.
RJ Universidade Federal Fluminense (UFF) O Conselho Universitário da UFF decidiu apoiar a greve e aprovou a indicação de suspensão do calendário acadêmico-escolar, em assembléia realizada no último dia 30. Com isso, atividades acadêmicas realizadas a partir da efetivação da suspensão não serão reconhecidas pela instituição. Sem retorno.
RJ Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) A reitoria da UFRJ não tem um número atual da adesão à greve. Há duas semanas, no início da greve, a adesão de professores era de 40%. A reitoria ainda vai esperar uma avaliação do quanto a universidade foi afetada e aguarda para ver como será a adesão do corpo administrativo, que entra em greve nesta terça-feira (5). Os professores querem melhores condições de trabalho após a expansão das universidades federais. Segundo a Adufrj, o aumento de vagas para alunos não foi acompanhado pelo aumento do número de docentes, o que causou uma sobrecarga aos professores. Na Faculdade de Direitotem professores dando aulas para 120 alunos em uma sala.
RN Universidade Federal do Semi-Árido (Ufersa) A greve atinge 100% dos docentes. São quase 6 mil alunos sem aulas. O reitor renunciou no dia 31 para disputar eleições municipais. Um vice-reitor assumiu interinamente até agosto. Segundo a associação de professores, não há aulas nos campi de Angicos, Mossoró, Pau dos Ferros e Caraúbas.Os professores reclamam da falta de laboratórios e de docentes do quadro permanente.
RO Universidade Federal de Rondônia (Unir) A Unir está com 90% dos professores parados. Hoje a universidade conta com 647 docentes. A paralisação atinge todo o estado. A reitoria se mostra solidária ao movimento dos docentes. A associação de docentes da Unir diz que a categoria pleiteia melhores condições de trabalho, plano de cargos e carreira, e melhorias na infraestrutura da universidade.
RR Universidade Federal de Roraima (UFRR) A instituição afirmou que não irá se pronunciar sobre a greve. Sem retorno.
RS Universidade Federal do Rio Grande (FURG) A greve atinge 85% dos professores. Servidores e alunos também estão em greve. A reitoria reconhece o movimento. Cerca de 10 mil estudantes estão sem aulas. Os professores reclamam da infraestruitura precária da universidade, que quase duplicou o número de alunos, nos últimos anos, mas não houve contratações de professores e funcionários no mesmo ritmo. A biblioteca é insuficiente para atender a demanda dos alunos.
RS Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) Quase 27 mil alunos estão sem aulas. Dirigentes da UFSM reconhecem como justas as reivindicações de professores e de servidores, e se comprometem a fazer gestão junto à Andifes, Ministério da Educação e segmentos políticos gaúchos. A paralisação chega a 40% dos docengtes. Nas unidades da UFSM em Frederico Westphalen e Palmeiras das Missões a paralisação é de 100% dos professores. Na unidade de Santa Maria, a principal, a paralisação é parcial. O sindicato reclama das instalações da faculdade, como a falta de laboratórios e a dificuldade no pagamento do auxílio transporte para professores que trabalham em outros municípios.
RS Universidade Federal do Pampa (Unipampa) Professores dos 10 campi da Unipcampa aderiram à greve. Segundo a reitoria, 90% das atividades estão paradas, afetando 9,7 mil alunos. Segundo o sindicato, está sendo elaborada uma pauta de reinvindicações que será discutida em assembléia e entregue ao reitor da universidade.
SE Universidade Federal do Sergipe (UFS) Segundo o reitor da UFS, Josué Modesto dos Passos Subrinho, todos os 106 cursos de graduação estão sem aula, mas os projetos de pesquisa funcionam normalmente. Estão sem aulas 23 mil alunos dos cursos de graduação. A Associação dos Docentes da Universidade Federal de Sergipe (Adufs) diz que adesão é de 90%. No dia 12 haverá uma assembleia para discutir as reivindicações dos professores.
SP Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) Segundo a reitoria, a greve atinge 100% dos docentes dos 6 campi da Unifesp (Baixada Santista, Diadema, Guarulhos, Osasco, São José dos Campos e São Paulo. Todos os alunos foram afetados.  O Comando Local de Greve calcula entre 70 e 80% a adesão. Estudantes de 5 dos 6 campi da Unifesp também deflagraram greve. Os professores pedem valorização da carreira docente, maior financiamento para educação e políticas de acesso a permanência estudanti.
SP Universidade Federal do ABC (UFABC) Sem retorno. Segundo Armando Caputi, presidente do Associação dos Docentes da UFABC (Adufabc), o indicativo de greve foi votado no dia 31 de maio. Ele afirmou que as reivindicações são as mesmas do movimento nacional.
TO Universidade Federal do Tocantins (UFT) A reitoria reconhece a greve que atinge quase todo o quadro docente. A UFT tem 904 professores e 15.062 alunos. Alunos entraram em greve pedindo o cancelamento do calendário acadêmico. A Seção Sindical dos Docentes da Universidade Federal do Tocantins (SESDUFT-SS) diz que os docentes buscam uma elaboração de novo Estatuto Geral da UFT; melhoria das condições de trabalho docente, incidindo de revisão da carga horária máxima em sala de aula e política de gestão do banco de professor equivalente; e expansão da UFT, consistindo de melhorias da estrutura atual de forma equilibrada com a criação de novos cursos.
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