Uma boa dor de cabeça para o técnico do Santa Cruz resolver

A boa atuação diante do Atlético-GO, no último sábado, coroada com um golaço de falta, só fez reafirmar que o técnico Marcelo Martelotte tem duas boas opções para vestir a camisa 10 do Santa Cruz. Além do titular João Paulo, o meia Daniel Costa mostrou ser uma excelente opção para o treinador coral. Aliás, a grande dúvida agora é: dá para vê-los atuando juntos diante do Criciúma, no próximo sábado, ou um deles ficará mesmo no banco de reservas?

Essa foi a quarta partida de Daniel Costa no Santa Cruz, sendo todas como titular. Nas três anteriores, quando o time ainda era comandado pelo técnico Ricardinho, o meia atuou ao lado de João Paulo. Nessas ocasiões, o time tricolor era armado no tradicional esquema 4-4-2, com dois volantes e dois meias.

Quando o técnico Marcelo Martelotte aportou no Arruda, uma de suas primeiras mudanças na equipe foi sacar Daniel Costa do time titular para colocar Renatinho na função de segundo volante. Segundo afirmou o treinador, no esquema que ele queria propor, era inviável Daniel e João Paulo atuarem juntos.

Com a suspensão de João Paulo pelo terceiro cartão amarelo, abriu-se uma brecha para Daniel Costa no último sábado. Ele não só mostrou mais uma vez um belo futebol como marcou um dos gols na vitória por 3×0. Questionado se depois da boa exibição o treinador teria ficado com dúvida, ele acredita que sim. “Acho que sim, né. É como ele mesmo disse depois do jogo, que havia ganhado opções”, disse o meia.

FORMA DE JOGAR

Desde a chegada de Martelotte, o meio-campo coral é formado com quatro peças, sendo um volante de contenção (geralmente Wellington Cézar assume essa função), um volante mais aberto pela esquerda (Renatinho), um meia caindo pelo lado direito (Lelê) e um armador centralizado (João Paulo, no caso). Na última rodada, diante do grande número de desfalques, a formação mudou um pouco. O treinador tirou um atacante para colocar mais um homem no meio. Assim, o Santa Cruz jogou com dois volantes (Moradei e Bileu), dois meias abertos como verdadeiros pontas (Renatinho e Lelê) e Daniel Costa centralizado armando as jogadas.

Os próximos dias serão determinantes para saber se o técnico Marcelo Martelotte enfim se renderá ao formato mais tradicional com dois meias de origem ou manterá a formação de apenas um armador mais técnico.

“Se o professor optar por essa formação, não dá para eu jogar, já que ele vem escalando o time com apenas um meia de armação e dois outros mais abertos. Assim, ou seria ele (João Paulo) ou eu. Agora se mudar podemos sim atuar juntos, no tradicional 4-4-2. Vai depender do treinador. Mas se continuar com João Paulo como titular e eu for para o banco vou entender. Ficarei torcendo e esperando minha chance novamente. O importante é que agora o professor sabe o que posso render”, encerrou Daniel Costa.

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