Um gênio distante? Ou próximo de nós?

Um gênio distante de nós fez coisas tão próximas, disse coisas tão inerentes, tão singulares, mas com a magia e o encanto de um gênio, um poeta, um artista. Assim foi a vida de Charlie Chaplin, um artista que ensinou a sorrir, com cores, com dores, com a farsa e com o medo.

Perfeccionista, autentico, divertido, essa figura não é apenas um inglês, mas um cidadão que poderia sim se enquadrar perfeitamente nos aspectos de um camutanguense, um pernambucano, um latino, um brasileiro, pois tinha identidade com aquilo que é nosso por natureza “sorrir para esconder as dores” amar para sentir amores.

Muitas ao lerem esse texto irão dizer “ mas para que falar de alguém tão distante? que já morreu?” A verdade é que as vezes sentimos falta de homens como ele, gênios que com a simplicidade de atos fez um mundo, uma vida árdua se tornar algo mais engraçado, fez de uma bengala, um bigode uma cartola e um jeito engraçado de andar símbolo de sobriedade e carisma, símbolo de um homem muito além de seu tempo.

Toda vez que vejo um vídeo em preto e branco, um vídeo mudo dele, me dou conta de que a delicadeza ainda é mais importante, nós que estamos exigindo demais de tudo, estamos cada dia mais mecânicos, e nos esquecemos de sorrir, de tentar subverter a ordem de um destino que agora nos parece mais “planejado”.

A vida de Charlie Chaplin não foi apenas uma vida, foi uma lenda, um legado que foi passado, de um homem que simplesmente “sorria”, que tentava de alguma forma alertar uma sociedade da importância do ser humano, que criticou a “mais valia” no seu filme “ tempos modernos”, que criticou a bestialidade de imperadores com o filme “o grande ditador” , que deu importância a inocência e a molecagem da criança no seu filme “o garoto”. Esse foi Charles Spencer Chaplin mais um cidadão do mundo, da alegria, do sorriso.

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