UFPE tem 15 mil inscrições em 24h; veja lições do Enem e dicas para prova

Em 24 horas, a Comissão de Vestibular da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) registrou cerca de 15 mil inscrições para a seleção 2013 da instituição – os candidatos estão podendo se inscrever desde as 18h da terça-feira (20).

As provas da segunda etapa ocorrem nos dias 13 e 14 de janeiro do próximo ano – o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), realizado nos dias 3 e 4 deste mês, vale como nota da primeira fase.

Os candidatos que fizeram o Enem podem tirar várias lições para o teste da UFPE. Atrasos, fotos em redes sociais e chutes nas questões foram erros registrados. O G1 conversou com professores para analisar as principais diferenças entre as duas provas e dar dica aos feras.

A primeira condição para prestar o Vestibular 2013 da UFPE é ter feito as provas objetivas e a redação do Enem 2012. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), que aplica o Enem, disponibilizará para os candidatos notas para cada uma das seguintes provas: linguagens, códigos e suas tecnologias; matemática e suas tecnologias; ciências humanas e suas tecnologias; ciências da natureza e suas tecnologias; e redação. Lembrando que a nota da redação será agregada à da prova de português 1, na segunda etapa da UFPE.

Aluno terá ‘mais’ tempo
Em 13 de janeiro, serão aplicadas as provas de português 1, português 2, literatura, teoria musical, biologia e matemática da UFPE. Já em 14 de janeiro, será a vez de história, geografia, química, física, língua estrangeira e geometria gráfica. As provas serão diferenciadas em função do curso e do grupo de preferência do candidato. No entanto, a de português 1 será obrigatória para todos. Ela inclui a redação do Enem e duas questões discursivas. Nos dois dias, os feras poderão responder as questões das 8h às 12h.

No Enem, os candidatos também tinham quatro horas para fazer a prova no primeiro dia – uma hora a mais no segundo dia por causa da redação, e enfrentaram uma maratona de 180 questões. A média era de três minutos para cada pergunta. Já na UFPE, com exceção das questões discursivas de português 1, as demais provas terão 16 questões, que podem ser numéricas ou de proposições múltiplas.

“A prova do Enem é mais longa, cansativa. Na UFPE, o estudante será cobrado em conhecimentos mais específicos”, diz o professor de português Vicente Santos. Ele dá uma dica aos feras. “As questões dicursivas todos vão fazer. Elas pedem interpretação de texto, gramática e muita criatividade”, comentou.

Prova será mais complexa
A segunda fase da UFPE pode ter menos questões, porém, segundo professores e estudantes, a complexidade da prova é maior. “O Enem é mais abrangente, menos aprofundado, avalia os candidatos de todas as áreas, enquanto a segunda fase [da Federal]é mais específica, com conteúdos direcionados”, observa o professor de matemática Marcello Menezes.

No Enem, foram 45 questões de matemática, de execuções mais rápidas, sem muitas contas, enquanto agora serão 16, quase três vezes menos. “Como os feras têm o mesmo tempo, digo que elas [as questões]são três vezes mais complexas”, analisou o professor, que complementa. “Cerca de 80% do programa do Enem está na UFPE, então dá para o aluno aproveitar muito assunto, como matemática básica, funções, probabilidade, estatística, geometria espacial, plana e analítica, progressões, matrizes, trigonometria.”

A professora de espanhol Flávia Conceição também acredita que os níveis da prova são diferentes. “Nas provas de línguas, percebemos e escutamos dos alunos que o nível de complexidade do texto é maior, com um vocabulário mais específico, rebuscado, exige atenção muito especial, não são tão acessíveis quanto os [textos]do Enem”, apontou.

É melhor não chutar
No Enem, muitos estudantes acabaram chutando questões, principalmente, porque não conseguiram chegar até o fim da prova. No vestibular da UFPE, é bom lembrar que há questões com respostas numéricas (com valores de 00 a 99) e proposições múltiplas. Este ano, a opção N.R. (nenhuma resposta) não existirá. O aluno só poderá marcar V (verdadeiro) e F (falso).

Para as questões com proposições múltiplas, a orientação geral é: em caso de dúvida sobre a veracidade ou falsidade de uma das proposições, é melhor não chutar, já que uma errada anula uma certa.

“Diferente do Enem, a UFPE tem uma prova bem objetiva. É preciso estar bem preparado para questões de verdadeiro e falso, com detalhes que vão testar conhecimentos específicos, ir direto ao ponto que o aluno aprendeu”, avaliou o professor de história Ricardo Gomes, que ainda faz algumas recomendações. “Nesta reta final, o aluno deve resolver questões de provas passadas, porque a Federal tende a se repetir. É bom também pegar os pontos mais fragilizados e aprofundar o estudo neles, sem desespero para revisar tudo”, comentou.

Atenção à folha de resposta
Também teve muita gente que vacilou na hora de marcar o gabarito do Enem. É preciso prestar atenção. Ao receber a folha de respostas, o candidato deve conferir se nela constam o seu nome, o seu número de inscrição e se ela corresponde à prova prevista para o candidato. Todas as questões devem ser resolvidas no caderno de provas e só depois marcadas de forma definitiva, com caneta esferográfica preta, na folha de respostas correspondente. Não é permitido apagar ou rasurar a resposta.

De olho no relógio
Foram muitos os casos registrados pelo G1 de candidatos que chegaram atrasados e perderam a prova. A orientação do presidente da Covest, Armando Cavalcanti, é que o fera deve chegar ao local de aplicação das provas às 7h, munido de documento oficial de identificação e de seu Comunicado de Confirmação de Inscrição (CII), que já deve estar assinado e com foto. “O acesso do candidato ao prédio será permitido até as 8h, no horário válido para o Recife”, alerta.

Caiu na rede
O MEC eliminou 65 candidatos de vários Estados porque, depois de receberem o material da prova – e, portanto, após o início dela – usaram seus smartphones para compartilhar nas redes sociais fotos tiradas dentro da sala de aula, inclusive expondo o cartão-resposta. A Covest avisa que pode realizar filmagens, utilizar detectores de metais e recolher impressões digitais para controle e identificação dos candidatos. “Nós nunca registramos casos parecidos no vestibular da UFPE”, afirma Armando Cavalcanti.

Nas provas da segunda etapa, não será permitido que o candidato use ou porte aparelhos de comunicação, munidos ou não de câmera fotográfica, telefones móveis (celulares), bip, ou quaisquer equipamentos de telecomunicação ou dispositivos capazes de, por qualquer meio, armazenar e/ou transmitir dados, som ou imagens.

Também estão proibidos, durante a aplicação das provas, o uso e o porte de livros, manuais, réguas de cálculo, ábacos, calculadoras e relógios munidos com calculadora, assim como o uso de chapéu, boné, touca ou objetos semelhantes. O porte de próteses ou equivalentes estará sujeito à inspeção da banca de fiscalização.

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