Tráfico teria agredido jovens de favela por festa com milicianos

Uma série de fotos de jovens nuas, que seriam moradoras da Cidade de Deus, na Zona Oeste do Rio, vem tendo uma forte repercussão nas redes sociais. Nas imagens, que começaram a circular no dia 9 de junho, três garotas aparecem em poses sensuais, acompanhadas de outros homens, em diferentes cômodos de um imóvel. Segundo relatos de moradores da comunidade, os homens seriam milicianos e, após a divulgação das fotos, traficantes da Cidade de Deus, que tem uma UPP, teriam agredido as jovens.

Num áudio recebido pelo Whatsapp do EXTRA (21 99644-1263 e 21 99809-9952), uma garota ? que seria uma das três que aparecem nas fotos ? diz, aparentemente assustada, que ela e as amigas teriam que ir embora da favela. “Meu irmão me ligou agora e falou para eu não ir para casa porque X. ganhou facada lá no apartamento. Os caras estão chamando ela”, desespera-se a jovem. Num outro áudio, diz que uma delas estaria “apanhando muito no pantanal” e que “a firma toda está rindo e ele está muito irado”. Em outro arquivo, uma pessoa diz que uma mulher está “amarrada lá no AP”.

No Facebook, colegas das jovens também comentaram o caso. No dia 9, uma pessoa postou sobre o vazamento das fotos. No dia seguinte, lamentou o que aconteceu com as três na noite anterior. “Gente, que noite horrível! Meu Deus, proteja minhas amigas porque elas estão precisando de você nesse momento. Quero que vocês saibam que sempre podem contar comigo. Estou aqui pro que der e vier. Afinal, amigos são pra isso, fiquem bem pra eu ficar bem aqui também”, diz.

Em 11 de junho, após a polêmica postagem, que gerou repercussão entre os moradores da Cidade de Deus, a mesma pessoa postou que estava “agoniada com tantas perguntas”, relatando que muitos a estavam adicionando no Facebook para falar sobre o caso. “Não adianta me adicionar e me chamar no chat. Não vou te falar nada, arruma outro pra fofocar (…) não quero saber quem tomou ou quem não tomou “coça”, vai na direção das pessoas envolvidas e pergunte”, escreveu a jovem.

O EXTRA entrou em contato com a autora das postagens. Mas, ao atender o telefone, ela disse que “não sabia de nada”. A assessoria das UPPs ainda não se posicionou sobre as postagens.

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