Sucesso, “havaiana-gaúcha” namora brasileiro e não dispensa feijão: “Amo”

Ela nasceu em Porto Alegre, mas, com apenas duas semanas de vida, mudou-se para o Havaí com a família e começou a pegar onda nas belas praias do arquipélago aos oito anos, quando ganhou a sua primeira prancha. Aos 13, foi campeã nacional nos Estados Unidos e, aos 16, já era tetra. Filha da bodyboarder gaúcha Tanira Guimarães e do surfista Doug Weston-Webb, inglês criado nos EUA, Tatiana Weston-Webb conta que se sente mais brasileira do que americana. Viciada em arroz e feijão, ela namora há um ano o surfista brasileiro Jessé Mendes e, sempre que pode, vem ao país. Sucesso na etapa brasileira do Circuito Mundial, a simpática musa do surfe é a única estreante da elite feminina. Acompanhada pela mãe, Tati conta com o apoio da torcida, depois de vencer na estreia do Rio Pro, avançando direto para a terceira fase da quarta etapa do Circuito Mundial de 2015.

– Eu amo competir no Brasil porque eu tenho muito apoio aqui, toda a minha família está aqui. Eu amo o Rio e definitivamente amo o Brasil. Eu amo a paixão que os brasileiros têm pelo esporte e tudo o que eles trazem de emoção, que torna tudo mais instigante. Espero ir bem na competição por ser no Brasil e eu estou muito determinada a ir à final e dar o meu melhor. Nasci no Brasil e venho sempre que possível. Eu entendo português melhor do que eu falo, mas estou me esforçando para falar muito mais e completar as frases. Sei palavras simples – conta Tati, que aproveitou o primeiro “lay day”, na segunda-feira, para conhecer o Pão de Açúcar, um dos cartões-postais da capital fluminense.

Em seu primeiro ano na elite do surfe mundial, a surfista de 19 anos, sétima do ranking mundial, disputa pela segunda vez o Rio Pro, já que substituiu no ano passado a americana Courtney Conlogue, que sofreu uma lesão antes da etapa. Tati comentou sobre algumas diferenças entre o Brasil, o Havaí e os Estados Unidos e contou o que mais gosta de fazer quando está no país.

– O Brasil é totalmente diferente dos Estados Unidos, eu sinto que sou muito mais brasileira do que americana. É maravilhosa essa sensação. Eu amo comer comida brasileira, relaxar com o meu namorado. Ele está aqui também. Nós nos conhecemos há bastante tempo, mas começamos a sair há um ano em um evento de QS no México. Eu tenho um namorado brasileiro, uma mãe brasileira… É claro que eu tenho um pai americano, mas sou completamente apaixonada pela cultura brasileira. O Havaí onde eu moro é diferente do resto dos Estados Unidos, nós não dizemos que somos americanos, mas sim havaianos. É uma “vibe” diferente, temos muito orgulho de ser do Havaí, assim como os brasileiros sentem em relação ao seu país.

A mãe da “havaiana-gaúcha”, que era bodyboarder e hoje administra uma loja de biquínis na ilha de Kauai, no Havaí, conta que sempre quis que a filha seguisse os seus passos no bodyboard, mas, ela quis imitar o irmão, Troy, três anos mais velho. O pai prefere as ondas gigantes e perigosas, e ela sempre fez da água o seu habitat natural.

– A Tati é uma princesa, mas é muita cabeça dura em casa, com os outros é um amor. Eu queria que ela fosse bodyboarder como eu, mas não adiantou, ela quis surfar, assim como o irmão e o pai, que gosta das ondas grandes, está sempre viajando para Fiji e esses lugares. Ela sempre foi uma menina muito focada e determinada, por isso, chegou onde chegou tão rápido. Eu sempre a acompanho nas viagens, vou para a maioria das etapas. E agora estou aqui torcendo por ela. Coração de mãe brasileira dói mais do que os outros – conta Tanira.

A empresária diz que sempre gostou de preservar a cultura brasileira em casa. Todos os dias, ela cozinha o prato predileto da filha: arroz com feijão.

– Gosto de acompanhá-la sempre, porque ela é muito novinha. Deixei o Brasil para ficar mais perto das competições no Havaí. O Troy também arrepia como ela no surfe, mas ele não gosta de competição. A minha primeira cultura é feijão com arroz que ela ama, ela tem que comer sempre. Quando não posso viajar com ela, o pai vai no meu lugar, mas vou na maioria – disse Tanira, que vive há 25 anos no Havaí.

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confira as baterias da 1ª fase do rio pro

1: Bianca Buitendag (ZAF) 12.00, Lakey Peterson (EUA) 10.20, Alessa Quizon (HAV) 8.50
2: Sally Fitzgibbons (AUS) 11.73, Johanne Defay (FRA) 8.00, Laura Enever (AUS) 4.67
3: Carissa Moore (HAV) 9.50, Dimity Stoyle (AUS) 3.40, Luana Coutinho (BRA) 0.50
4: Keely Andrew (AUS) 11.07, Tyler Wright (AUS) 9.83, Coco Ho (HAV) 8.53
5: Courtney Conlogue (EUA) 13.33, Sage Erickson (EUA) 10.00, Silvana Lima (BRA) 3.13
6: Tatiana Weston-Webb (HAV) 11.43, Malia Manuel (HAV) 10.96, Nikki Van Dijk (AUS) 10.36

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