Sport joga mal e sofre derrota para a Chapecoense

Se era para usar a partida com a Chapecoense como um teste, o Sport saiu da Arena Condá (SC) com a luz de alerta acesa a apenas quatro dias da estreia na Série A do Brasileiro, domingo, contra o Figueirense, na Ilha do Retiro. A derrota por 2×0 no confronto de ida da segunda fase da Copa do Brasil, nesta quarta-feira (6), evidenciou vários e antigos problemas técnicos e táticos da equipe rubro-negra, principalmente do meio para o ataque.

As duas equipes voltam a se enfrentar na próxima quarta-feira, às 22h, na Ilha do Retiro, dia em que o Leão comemora 110 anos de fundação. O Sport precisa de uma vitória por três gols de diferença para se classificar à terceira fase da Copa do Brasil. Se devolver o placar de 2×0, a vaga será decidida nos pênaltis.

Foi duro se manter acordado no primeiro tempo na Arena Condá. Abusando do direito de errar passes, Chapecoense e Sport protagonizaram 45 minutos sonolentos, de raríssimos lances dignos de registro. Foram apenas duas finalizações ao longo de toda a etapa, uma para cada lado. A primeira a favor dos donos da casa. Aos 23, Dener cruzou da esquerda para Bruno Rangel dominar e mandar na rede pelo lado de fora. A resposta leonina veio apenas aos 41, quando Élber invadiu a área e chutou para uma fácil defesa de Danilo.

No mais, um primeiro tempo morno, chato, sofrível. Foi nítido que o Sport careceu da presença de um homem de ofício na criação do meio-campo. Com Diego Souza suspenso e Régis no banco de reservas, coube a Élber desempenhar a função. Ele não foi bem, o que deixou Samuel e Joelinton isolados no ataque. Para piorar, o Leão não tinha saída de bola pelas laterais, principalmente pela direita, onde o zagueiro Oswaldo atuou improvisado. Os donos da casa, por sua vez, cadenciavam demais seus lances ofensivos, facilitando o trabalho da defesa pernambucana. Assim, a partida se arrastou para o intervalo.

O roteiro do segundo tempo só não foi o mesmo porque as substituições da Chapecoense surtiram efeito. Hyoran e Maranhão entraram após o intervalo e marcaram os dois gols do time catarinense em lances muito parecidos. Aos 28, Camilo tocou Hyoran nas costas de Renê. Ele invadiu a área e bateu cruzado, indefensável para Magrão: 1×0. Seis minutos depois, também por trás do lateral-esquerdo rubro-negro, Camilo deixou Maranhão livre para empurrar para o fundo da rede: 2×0.

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