Ser ou ter? Essa é a questão…

Nesses últimos anos tenho feito uma reflexão profunda sobre essa temática, o que importa, ter? Ou ser? Pois bem, antes de começar a dissecar comentários sobre isso, vou primeiro fazer uma reflexão sobre o homem.

O homem é formado de monóxido de carbono e água em sua essência, e um esqueleto ósseo para dar sustentação . Nascemos com a força de emancipação típica de nossa espécie, aprendemos a andar, falar, enfim, todo um processo cognitivo. Além disso, o homem é simplesmente a reinvenção de seu próprio ser. E é por isso que começo a crítica.

Estamos cada dia mais acostumado a tentar subverter nossas necessidades, tentando mascarar nossas limitações e fraquezas, tentar ser invencível e eterno por alguns segundos de devaneios consumistas.
O homem tem buscado cada dia se aproximar da onipotência de seu criador, sem usar o mínimo de reflexão sobre suas limitações existenciais, mascarando o já debilitado espírito altruísta.

Quantos de nós buscamos consumir o necessário? Ou consumir aquilo que tem potencialidades dentro de uma “fragilidade” típica dos animais? Somos levados a crer cada dia mais que não existe essa linha tênue entre o ser e o não ser como bem explanou William Shakespeare em sua obra Hamlet a ser lida e relida por todos.
Temos evoluído em tudo, aprendemos a conviver com outros entes familiares, computador, televisão, celular, mas em pouco temos evoluído no lado humano, pouco temos evoluído no que concerne a nossa “cegueira” , como deixou claro o grande mestre português José Saramago em sua obra ensaio sobre a cegueira. Ainda olhamos, mas não conseguimos observar, ainda vivemos num mar de leite que toma conta de nosso globo ocular.

Devemos aprender ou reaprender a lidar com nossa espécie, que hoje já bate a casa dos 7 bilhões, deixar a cegueira de lado, viver para ser, e não mais para o ter. Viver buscando o necessário, o “supérfluo” é demais para simples animais racionais.

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