Secretário de Justiça apresenta relatório de obras do Estado de Emergência no sistema prisional

A decisão do governador Paulo Câmara de extinguir o contrato de PPP e o Estado assumir, administrativa e operacionalmente, Itaquitinga foi divulgada um dia depois da oposição estadual anunciar a convocação de audiência pública, em agosto, na Assembleia Legislativa, para discutir solução para o complexo penitenciário a penitenciário. Uma nova inspeção está sendo programada  no complexo.

 Em fevereiro, a oposição foi impedida de entrar no local, tendo o governo justificado que “o acesso a quaisquer pessoas estranhas a essa atividade poderia colocar em risco a integridade física” da comitiva. Além da decisão sobre Itaquitinga, o secretário de Justiça e Direitos Humanos, Pedro Eurico, apresentou, nesta quarta-feira (22), um balanço das ações e obras realizadas com o Estado de Emergência decretado no sistema prisional em  janeiro.

“ A oposição precisa procurar trabalho.  Muita coisa foi feita e há muitas obras emergenciais sendo tocadas”, ironizou Eurico ao apresentar relação de medidas executadas ou em andamento. No curto prazo, foi entregue o presídio de Santa Cruz do Capibaribe, com 186 vagas, e está em “acabamento” o complexo de Tacaimbó com 676 vagas. 

“Nomeamos 125 agentes penitenciários do concurso de 2009, transferimos 40 agentes do setor administrativo para o plantão nas unidades e fortalecemos o núcleo de inteligência, reestruturamos o de segurança e iniciamos o videomonitoramento nas unidades”, relacionou Eurico. 

A médio prazo, o governo iniciou a terraplenagem do complexo prisional de Araçoiaba (1.940 vagas masculinas e 814 femininas) e a reforma e ampliação do complexo do Curado.  A oposição, porém, denunciou que há “um conjunto de problemas não solucionados” e citou o  presídio de Arcoverde, com  obras paralisadas há quatro meses. 

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