Reforma Tributária, uma das formas de democratizar o país

Nosso sistema tributário é alto? Acredito que não, ele é desigual , antidemocrático, privilegia uma pequena parte abastada de pessoas e compromete a classe obreira. Somos tributados duas vezes, na renda e no consumo, e é o consumo que a coisa se torna uma torre de babel. O mesmo trabalhador que ganha 3 salários mínimos é tributado na renda, mas compra uma bolsa de leite, ou um KG de carne no mesmo preço que um dono de uma grande indústria, por exemplo.

Tributamos de forma brutal aqueles que realmente geram riquezas para o nosso país, mas e a contra partida? Eficiência e qualidade nos serviços públicos? Não querendo aqui criar dicotomias de classes, mas é necessário pensar que o rico, o verdadeiramente rico, e não aquele “pequeno burguês”, ou classe média, mas a elite detentora dos meios de produção não pagam tributos com deveriam. Numa democracia, e olhe que aqui não estou falando em socialismo, até porque as nações ditas “capitalistas” como EUA, Inglaterra, Suécia entre outras tem uma carga tributária maior que a nossa, mas aqui, como sempre foi, a elite tenta nos convencer que o peso tributário é igual, ou seja, é alto para todos, MENTIRA.

Nem mesmo o imposto sobre grandes fortunas, previsto lá na Constituição de 1988 que deveria ser regulamentado por uma lei, é cobrado, sob falsas alegações e pretextos tendenciosos. Art. 153. Compete à União instituir impostos sobre: VII – grandes fortunas, nos termos de lei complementar. Sem falar na defasagem da tabela do IR, que deveria estar atualizada, e quem ganha em torno de 2700 R$ não deveria estar pagando este imposto.

Reformar o nosso sistema tributário é imperioso, para que o Brasil cresça, para democratizar o consumo, tirando de certos bens e serviços cargas tão altas, fazendo com quem ganha muito pague mais, e tirando a “cruz” das costas dos trabalhadores desse País. Só a titulo de curiosidade na França foi aprovado o Imposto de 75% Sobre Grandes fortunas.

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