Reforma política, plebiscito ou referendo?

Se perguntarmos a qualquer eleitor brasileiro se ele está satisfeito com a atual dinâmica que move o processo eleitoral, com certeza a resposta será negativa.

Há muitos interesses velados e que com certeza não correspondem aos anseios da maioria absoluta do povo. É inadmissível que o aparelhamento de estado, o financiamento privado de grandes corporações continuem a macular nossa democracia. Isso enfraquece algo que deveria ser forte em todos os aspectos, na verdade nossa democracia carece de representatividade, quiçá por isso tenham acontecido movimentos como aqueles deflagrados em Junho de 2013. E não só o sistema eleitoral está enferrujado, mas a própria concepção partidária é deixada em segundo plano em pró da chegada ao poder e consequentemente a velha governabilidade fundada em barganhas.

É aí que chegamos ao “X” da questão, plebiscito ou referendo? Plebiscito, de forma objetiva, consiste na consulta previa de algo que ainda não foi votado, e que será votado levando em consideração as diretrizes escolhidas pelo povo. No referendo o povo diz tão somente se é a favor ou contra um texto já redigido pelos congressistas. Acho que ficou evidente a opinião desse humilde colunista. Se em 2013 o povo, encarnado na imagem da juventude, pediu mais representatividade, nada mais coerente que convocar o povo para um plebiscito, a reforma tem que ser legitima, escolhida e apontada pela maioria de seu povo, e não por interesses, que com certeza serão de uma minoria nessa nossa histórica Republica de pequenas oligarquias.

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