Professores da rede estadual podem deflagrar greve nesta segunda-feira

Os professores da rede estadual de ensino podem deflagrar greve nesta segunda-feira (23). A categoria, que já está em estado de greve, tem reunião, às 9h, com representantes do governo na sede da Secretaria de Administração. Às 14h, os professores se reúnem em nova assembleia para definir os rumos da manifestação.

Como obedeceram os prazos legais para a deflagração de greve, eles podem optar pela paralisação. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sintepe), a reunião com o governo de Pernambuco, nessa quarta-feira (18), acabou sem acordo, por isso, uma continuação dela foi marcada para segunda.

Na Alepe
A insatisfação dos professores da rede estadual em relação à proposta de reajuste oferecida pelo governo refletiu diretamente na rejeição do acordo votado, na tarde desta quarta-feira (18), na Assembleia Legislativa de Pernambuco. O Projeto de Lei previa reajuste de 13,1% para os professores com nível médio e de 0,89% para os demais.

De acordo com a presidente da Comissão de Educação e Cultura, a deputada Teresa Leitão, a proposta implanta o aumento apenas para os professores que ganham abaixo do piso e ignora que os aumentos salariais devem percorrer toda a carreira dos professores. Ainda segundo a deputada, o governo está infringindo a Lei do Piso e o Plano Nacional de Educação. “De uma forma bastante açodada, o governo está nivelando o salário do professor de licenciatura plena (nível superior) ao professor de nível médio”, ressaltou através de nota divulgada pela Bancada de Oposição.  

No documento, o líder da Oposição, Silvio Costa Filho (PTB), ainda considerou o projeto “um tapa na cara da categoria” e o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sintepe), Fernando Melo, desmentiu alegação de que há outras negociações em andamento. “Somos 49,8 mil professores, entre ativos e aposentados.

O governo mandou para a Alepe um projeto que contempla apenas 1.770 de nível médio, dos quais, muitos não estão em sala de aula”, assegurou. O reajuste de 0,89% seria para outros 2.280 professores que estão na primeira faixa salarial.

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