Presença de Diego Souza no STJD é uma das armas do Sport

A presença do meia Diego Souza na 2ª Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), nesta quarta-feira (22), a partir das 15h, no Rio de Janeiro, é uma das armas do Sport para tentar absolvê-lo da acusação de tentativa de agressão ao árbitro potiguar Pablo Ramon Gonçalves ao fim da partida contra o Bahia, no último dia 12, em Salvador, pelas semifinais da Copa do Nordeste. A esperança é que o camisa 87 consiga sensibilizar os juízes do caso. Diego foi denunciado em três artigos do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) e pode ser suspenso por até 27 partidas, a serem cumpridas na Copa do Brasil e no Brasileirão.

“Achamos que seria importante a presença de Diego Souza no STJD para mostrar consideração à comissão e para tentar sensibilizar os juízes sobre o que aconteceu ao fim da partida”, afirmou o diretor jurídico do Sport, Rodrigo Barros. “Entendemos pela absolvição de Diego. Foi imputado a ele tentativa de agressão e agressão, e as imagens da TV comprovam o contrário. Em momento nenhum, ele levantou as mãos para agredir o árbitro”, completou.

Ao fim da partida contra o Bahia, em que o Sport foi derrotado por 3×2 e acabou eliminado da Copa do Nordeste, alguns jogadores leoninos cercaram o trio de arbitragem no centro do gramado. A reclamação era quanto a um pênalti duvidoso marcado a favor dos baianos no início do segundo tempo. Diego Souza estava no grupo e era um dos mais exaltados.

Na súmula da partida, Diego Souza foi acusado pelo árbitro de tentativa de agressão. “Após o término da partida, o referido atleta se dirigiu à equipe de arbitragem de forma alterada, reclamando ostensivamente, me peitando e chamando-nos de ‘palhaços’, chegando a puxar a camisa do assistente número 2, Sr. Vinicius Melo de Lima, que tentou o conter. Após a apresentação do cartão vermelho, o atleta expulso veio novamente em minha direção ameaçando efetuar um soco, sendo contido somente pela intervenção policial”, relatou Pablo Ramon.

Diego Souza foi denunciado nos artigos 250 (Ato desleal ou hostil), 254-A (Agressão física) e por tripla infração ao artigo 258 (Conduta contrária à disciplina). “O que aconteceu foi uma discussão após o jogo. Diego se dirigiu ao árbitro, talvez tentando intimidá-lo. Uma coisa no calor da emoção do jogo, por achar que foi injustiçado, como de fato foi. Diego foi para cima do árbitro, pode até ter falado algo que não deveria, mas nunca para agredi-lo”, explicou Rodrigo Barros.

Pesa a favor de Diego Souza o seu histórico no futebol. Como profissional, nunca foi processado por agressão em campo. “O fato de ele ser réu primário é um importante trunfo a nosso favor”, reconheceu Rodrigo Barros.

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