Preços dos alimentos caíram no fim de 2011

O preço dos alimentos em nível mundial caiu em dezembro, segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). O Índice de Preços de Alimentos da FAO, divulgado nesta quinta-feira (12) em Roma, apresentou queda, considerada acentuada pela organização, de 2,4% no último mês do ano. Este patamar está 11,3% abaixo do pico registrado em fevereiro de 2011.

O resultado, segundo a FAO, foi influenciado principalmente pelas quedas acentuadas nos preços internacionais de cereais, açúcar e óleos, pelas safras recordes em 2011, queda da demanda e ao fortalecimento do dólar. De acordo com o levantamento, a maioria das commodities sofreu redução no preço.

Segundo o economista da FAO Abdolreza Abbassian, o cenário para os próximos meses é imprevisível, principalmente pelo panorama de incertezas sobre a economia global, a moeda e o mercado de energia.

Esta semana, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou seu levantamento da safra 2011/2012 de grãos indicando queda de 2,8% em relação ao volume colhido no ciclo passado (162,95 milhões de toneladas). A pesquisa, feita em dezembro, não computou o grosso das perdas na região Sul com a estiagem prolongada e próximo resultado pode ser ainda pior.

A seca também afeta a Argentina, outro grande produtor de commodities agrícolas. Se a produção de produtos como soja, milho e trigo cair nos dois países, e não for compensada por safras maiores em outras regiões do globo, a oferta diminuirá e, consequentemente, os preços tendem a subir.

O difícil é isto ter influência por aqui na nossa região, pois é só o governo determinar o aumento do salário mínimo e sobe os preços de tudo, os produtos de alimentação são os campeões, até os mototaxistas subiram o preço da passagem aqui em Camutanga. Outra curiosidade é o preço do álcool, o estado de Pernambuco é o 2º maior produtor de etanol, e para o consumidor isso não faz diferença nenhuma, os preços são os mesmos que outros estados ou maior até. Pra essa queda nos preços terem resultados significativos, os grandes empresários tem que ter consciência dê que são os “pequenos” quê movimentam a moenda.

 

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