Preconceito e a “burrice” de sempre!

Onde se esconde o preconceito? Nos cabelos? Nas unhas? Nas cores? Ou simplesmente na cegueira? O preconceito é algo que está encravado na cultura, e infelizmente é algo tão recorrente que até tenho medo que seja “permanente”.

O ódio que nos leva a “exaltar” um padrão definido como o lágico, padrão que nos faz imaginar que exista uma “perfeição” pregada por imbecis como Hitler e o mais inadmissível, ver pessoas se digladiando com semelhantes por coisas pequenas, detalhes que deveriam passar despercebidos. Preconceito quanto a raça, quanto a crença, preconceito quanto a orientação sexual, seguir esse tipo de babaquice é deixar de ser “imperfeito” para se tornar semi-deuses, coisa que nem nas mitologias mais perfeitas é encarado como “natural”.

E quantas vezes vemos meio que por acaso situações constrangedoras, ridículas de pessoas com uma meia verdade na mão, com o conhecimento retalhado, achando que tem a resposta pra tudo em seus espelhos, em suas convicções que não passam de absorção de discursos familiares ou grupos, passados de pais para filhos.

Pessoas que se fecham para o mundo com suas vendas, que não conseguem enxergar as diferenças como um detalhe e não obstáculo para a convivência. Negro? Branco? Homens? Mulheres? Homo ou héteros, evangélicos, católicos, cristãos ou mulçumanos, árabes ou judeus, o que importa? Mas de verdade, o que importa? Somos todos o mesmo complexo orgânico formadores de uma estrutura social, mas não somos perfeitos, nem devemos buscar nas diferenças os “motivos” para imperfeições, já que é justamente na diferença onde mora o sabor sensacional de ser “humano”.

Então não busquem tais perfeições fascistas que simplesmente não existem, saibam reconhecer erros e qualidades, mas acima de tudo saiba conviver com os semelhantes “diferentes” de forma racional e não estupida brutal. Viva as diferenças e tudo que dela nos faz ser mais surpreendentes e únicos.

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