Políticos pernambucanos condenam debate eleitoral sobre 2018

A estratégia do PT e do PMDB de “lançar” candidatos a presidência em 2018 com tanta antecedência foi criticada por políticos pernambucanos. O vice-governador Raul Henry, que é peemedebista, não poupou nem mesmo o próprio partido. “É equivocada (a atitude). É hora de tratar com seriedade os problemas que o povo está vivendo e de enfrentar este momento fazendo propostas realistas para o Brasil”, destacou após participar da missa campal em homenagem a Nossa Senhora do Carmo, padroeira do Recife, nessa quita-feira (16).

O vice-governador comentou a defesa feita pelo presidente nacional do PT, Rui Falcão, de que o partido apostará em Lula em 2018. “O Brasil vive a maior crise econômica, política, institucional e moral dos últimos 30 anos e as pessoas têm coragem de falar de uma eleição que ainda virá. Além de enfraquecer a própria presidente (Dilma Rousseff) é algo absolutamente inadequado e uma demonstração de insensibilidade”, falou.

Também presente à missa campal, o prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB), não citou o PT e o PMDB, mas criticou o debate eleitoral. “O mais importante neste momento é cuidar do povo e para o País retomar o crescimento. Esse tipo de discussão eleitoral não vai melhorar a vida das pessoas. O que vai melhorar a vida das pessoas é trabalhar e salvar o emprego do povo brasileiro”, declarou.

Vice-líder do governo Dilma na Câmara Federal, o deputado federal Silvio Costa (PSC) preservou o PT das críticas e e direcionou a artilharia para cima do PMDB. “É muito claro que o PT terá candidatura em 2018 e que será Lula. Não tem nada de inusitado. Inusitado é o PMDB, que sempre foi apêndice do governo desde a redemocratização, dizer que vai ter candidato a presidente em 2018”, ironizou.

Um dos mais ferrenhos oposicionistas do governo Dilma, o deputado federal Mendonça Filho (DEM) disse que o debate eleitoral antecipado é prova da falta de credibilidade da gestão petista. “Nem o PT acredita na gestão Dilma. Ela está literalmente isolada, é rejeitada pelo próprio partido. É um debate extemporâneo, mas é a última pá de cal no governo”, pontuou.

A deputada estadual Teresa Leitão (PT) reconheceu que tratar de eleições presidenciais neste momento é inadequado. “A aliança com o PMDB está fragilizada, mas é muito cedo para falar das eleições. Não existe uma movimentação concreta do PT (sobre o processo eleitoral de 2018)”, defendeu.

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