Pedro Corrêa será transferido para Curitiba na segunda-feira

A Polícia Federal e a Secretaria de Ressocialização (Seres) de Pernambuco confirmaram que o ex-deputado Pedro Corrêa será transferido para Curitiba na segunda-feira (13). Atualmente, ele cumpre pena em regime semiaberto no interior de Pernambuco, por condenação no processo do mensalão.

O político foi citado na Operação Lava Jato, e o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta sexta-feira (10) a transferência do ex-parlamentar para a carceragem da Polícia Federal em Curitiba.

Agentes de segurança da Seres ficarão encarregados de levar Pedro Corrêa do Centro de Ressocialização de Canhotinho, a 207 km do Recife, no Agreste, para o Centro de Observação e Triagem Professor Everardo Luna (Cotel), em Abreu e Lima, na Região Metropolitana. A transferência será feita no domingo (12).

O político passará a noite no Cotel e, na manhã da segunda, será levado por agentes da Polícia Federal para o Aeroporto Internacional do Recife, onde embarca para Curitiba. Os horários não foram informados por questão de segurança, de acordo com a Seres.

Corrêa é um dos alvos da 11ª fase da operação Lava Jato, deflagrada na sexta e voltada para crimes na Caixa Econômica Federal (CEF) e no Ministério da Saúde.

Nas investigações sobre o esquema de corrupção na Petrobras, ele teve o nome citado pelo ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa, como recebedor de propina de R$ 5,3 milhões.

O pedido de transferência foi encaminhado ao ministro Luís Roberto Barroso, responsável pelas execuções penais do presos no processo do mensalão. No mandado de prisão preventiva — cujo prazo é indefinido e visa prevenir a ocorrência de novos crimes — Moro autoriza o uso de algemas caso os policiais considerem necessário.

Pedro Corrêa foi condenado a 7 anos e 2 meses de prisão no processo do mensalão por recebido dinheiro em troca de apoio político no Congresso ao governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Ele se entregou à PF em Brasília em dezembro de 2013 e transferido no mesmo mês para Recife. Em abril do ano passado, ele foi autorizado a trabalhar fora do presídio como médico, mas depois passou a trabalhar na cocheira no Centro de Ressocialização do Agreste, em Canhotinho, a 210 quilômetros do Recife.

No mês passado, o Fantástico mostrou que a cela do ex-deputado conta com banheiro individual, TV de tela plana, DVD, ventilador e fogão com botijão de gás. A defesa dele chegou a pedir redução da pena por trabalho e estudo, mas o juiz responsável pela execução da pena negou, apontando suspeitas sobre se realmente cumpriu as jornadas.

No caso da Lava Jato, Paulo Roberto Costa disse que dinheiro oriundo de propina foi repassado ao ex-deputado no primeiro semestre de 2010 para abastecer sua campanha eleitoral.

Quando as declarações de Costa se tornaram públicas, o advogado do ex-deputado, Clóvis Corrêa, disse que desconhecia o recebimento de qualquer quantia em dinheiro para o financiamento de campanha de seu cliente.

Nesta sexta, a PF disse que ele continuou recebendo uma espécie de “mesada” mesmo após ter tido o mandato cassado na Câmara dos Deputados em 2012. Alguns pagamentos, de acordo com a Polícia Federal, foram feitos pelo doleiro Alberto Youssef.

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