O valor agregado de Wendel para o Sport

Uma importância que vai além das quatro linhas. Titular no meio-campo, Wendel desempenha papel de liderança dentro do elenco rubro-negro. Mais comunicativo do que outros veteranos do time, como o capitão Durval e o goleiro Magrão, o volante costuma aconselhar os mais novos, cobrar empenho dos companheiros e ser uma espécie de “relações públicas” do Leão. Por isso, o mineiro de 33 anos virou um dos homens de confiança do técnico Eduardo Baptista.

A recente contratação de Marlone é um caso emblemático sobre o importante papel extracampo de Wendel. O volante abordou o atacante ao fim da partida contra o Fluminense (0x0), na entrada dos vestiários do Maracanã, no dia 7 de junho, pela 6ª rodada do Brasileiro, e fez o “marketing” do Sport. Exaltou pontos como qualidade do elenco, salários em dia e oportunidades de visibilidade. Em sua apresentação na Ilha, o atacante reconheceu que a conversa que teve com Wendel teve peso na decisão de deixar o time carioca.

“Liderança é algo que você carrega dentro de você. Não se adquire do dia para a noite. O respeito que você passa para os seus companheiros e demonstra dentro de campo é fundamental para isso”, avaliou Wendel. “Existem lideranças como a do Durval, que não fala muito, mas se impõe no olhar. Tem também a liderança que eu carrego, que é aquela de cobrar, de exigir do companheiro. No elenco do Sport, existem vários outros líderes, cada a um a sua maneira”, completou.

Wendel se profissionalizou no Cruzeiro, em 2000, e desde então escreve uma carreira supervitoriosa no futebol com a camisa de grandes clubes. Tem 15 títulos, sendo seis internacionais (cinco na França e um na Arábia Saudita). Pelo Sport, foi campeão pernambucano e da Copa do Nordeste, ambos em 2014. No Leão, ressalta a liberdade que Eduardo Baptista concede aos atletas para que exerçam o papel de líderes.

No ano passado, quando esteve mais tempo no banco de reservas do que atuando, Wendel era visto em várias partidas ao lado do treinador trocando ideias sobre o comportamento do time em campo. “Existem treinadores durões que não permitem essa aproximação do atleta. Mas Eduardo é um cara diferente, que nos dá liberdade. Lógico que com respeito. Às vezes, o técnico não está visualizando a mesma coisa que o jogador. Não há nada de mal nisso. Afinal, temos o mesmo objetivo, que é vencer”, comentou.

Quanto ao futuro, Wendel é taxativo: não vai se afastar do futebol quando pendurar as chuteiras. A ideia do volante é trabalhar em uma comissão técnica ou como executivo de futebol, mas nunca como treinador. “Vou estudar, me dedicar para ter sucesso. Eu brinco dizendo que sou um cara enxerido. Busco sempre coisas novas. Então não vai ser tão difícil me adaptar”, completou.

Sobre o confronto de domingo (2), contra o Cruzeiro, na Arena Pernambuco, pela 16ª rodada do Brasileirão, Wendel reconhece que viverá um sentimento especial. “É uma partida diferente. Foram quase dez anos no Cruzeiro. Fui criado lá dentro. Foram meus melhores anos no futebol. Mas agora estou do outro lado. Estou muito feliz e adaptado aqui. Represento as cores do Sport com satisfação, carinho e respeito. Então, vamos entrar para vencer”, disse. 

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