O machismo nosso de cada dia

Não sou adepto do argumento de que a mulher deva ser submissa ao homem, não importa o argumento utilizado para sustentar essa tese, o fato é que sim, acredito na igualdade entre os sexos, e acredito que inclusive no lar isso deva ser defendido. Mas existem milhares de machistas e conservadores que não conseguem dissociar a mulher de uma cozinha. E a violência seja ela verbal, psicológica ou física continuam sendo a regra em nossa sociedade.

Para muitos ver uma mulher tomar uma decisão de se divorciar é algo inaceitável, mesmo que o homem seja um pedaço de asno, um ogro, uma porta um grosseirão ou simplesmente um crápula, “casamento deve ser eterno”, mesmo que isso custe a liberdade e a felicidade da mulher. Acredito na família, no seu poder social e coisas do gênero, mas penso que o casamento que é baseado num contrato onde o homem deve ser o pilar seja algo machista e equivocado. As famílias devem ter como pilar o afeto, e é isso que tem faltado em várias relações.

A mulher, independente de idade, tem sofrido com a perseguição de homenzarrões que não aceitam um não, ou que acham que a vida da mulher deva estar presa por um grilhão masculino ou ao seu órgão genital. Alguém já parou pra pensar, que mesmo não existindo mais a aberração da legitima defasa da honra existam vários homens que acham comum um homem traído tirar a vida da mulher ? Pasmem, mas outro dia meio que sem querer ouvi um cidadão ao comentar a morte de uma mulher que foi surpreendida com seu amante dizer que isso foi muito bom, que era assim que um homem devia agir e que se fosse com ele faria pior. Essa é a sociedade que vivemos, homens pirados, paranoicos, que acham que devem deter suas mulheres em gaiolas ou jaulas, que só o seu sim ou não deve ter poder dentro de casa, que não aceitam verdades, mas que humilham suas parceiras diariamente.

Mulheres que são violentadas inclusive dentro do lar, que são assassinadas brutalmente simplesmente pelo direito de negar-se ao homem, e nossa sociedade continua com esse papinho de que a mulher deve ser “submissa” ao homem. As relações devem sobreviver pela reciprocidade, pelo afeto mutuo e pelo respeito, sem amarras, sem despotismos, sem machismos.

Mulher deve ser o que ela quiser e não o que o homem determina.

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