No FIG, Pitty destaca importância da comunicação independente no rock

A quarta noite do Festival de Inverno de Garanhuns (FIG) teve a baiana Pitty como atração mais esperada no Palco Mestre Dominguinhos, no Agreste pernambucano. A cantora apresentou músicas do álbum “Setevidas” e sucessos antigos como “Equalize”, “Na sua estante” e “Anacrônico”. Durante “Memórias”, ela cantou um trecho de “Asa Branca”, do Rei do Baião, Luiz Gonzaga.

Sobre o cenário atual do rock brasileiro, Pitty destacou ao G1 a importância do diálogo com a comunicação independente. “Acho que estamos em um momento de transição. Que a gente tá descobrindo um novo lugar, um novo patamar. A gente está entendendo que de repente pode se comunicar de forma diferente, não só através da mídia de massa. Isso é muito importante, porque eu acho que você não fica tão preso a certas concessões, a certos rótulos de funcionamento. Para o rock, fica esquisito mesmo se adequar a uma onda que não é a dele. Acho isso muito válido e acho que a gente deve procurar dialogar dentro dessa esfera de comunicação independente, mas com um público cada vez maior. Acho isso importante também”.

A estudante Lorena Tétis, 21 anos, tem um fã-clube de Pitty há cerca de dez anos e que foi oficializado há aproximadamente um. Ela entrou nos bastidores do show e conseguiu falar com a cantora. Para a estudante, o relaciomento da artista com o público é muito importante. “Os fãs, principalmente os fã-clubes, são muito importantes porque eles chamam outros fãs e isso ajuda para que o artista seja reconhecido. E o quanto é válido quando ele se importa com os fãs”.

O técnico de informática Jadson Abreu, de 23 anos, conta que sempre quando tem shows de Pitty no Nordeste, costumar ir. “A partir do fã-clube, nós reunimos pessoas de 11 estados do país, em clima de festa”, afirma.

Programação
Na noite do domingo (19), também fizeram shows no palco principal da festa: Orquestra Popular da Bomba Hemetério, Lucas e Orquestra dos Prazeres e Mundo Livre S/A. O festival conta com 15 polos espalhados por toda a cidade, nas mais diversas linguagens da arte, como música, teatro, dança, circo, cinema, literatura, artesanato, cultura popular, design, moda, fotografia e artes visuais.

 

Comentários