Náutico: um olho na bola e outro na calculadora

Chuteira, uniforme de jogo, meião, caneleira e bola. Esses são alguns dos instrumentos de trabalho do jogador de futebol. No Náutico, além desses itens, os atletas também parecem estar munidos com máquinas de calcular uma vez que todos estão fazendo as contas para saber quantos pontos faltam para o Timbu voltar à elite do futebol brasileiro.

Nas conversas entre os jogadores, probabilidades, históricos e cruzamentos de dados surgem a cada rodada definida. Prestes a jogar pela 25ª rodada da Série B (contra o Paraná, na próxima sexta, 23), com 44 pontos conquistados e na vice-liderança da competição, o Náutico começa a entrar de cabeça na contabilidade da Série B.

“O professor não gosta de pensar nisso. Acho que ele não sabe nem o tanto de pontos que a gente tem, mas eu faço as contas e acredito que com 64 pontos a gente está no bolo. Independente da posição, acho que dá para conseguir uma vaga”, calculou o meia Eduardo Ramos.

Segundo o histórico recente da Série B, essa é faixa de pontos que o quarto time consegue subir para subir de divisão. No ano passado foi assim com o América-MG (63 pontos) e em 2009 com o Atlético Goianiense (65 pontos). O ano de 2007 foi mais generoso, quando o Vitória-BA ficou no G4 com 59 pontos.

Se continuar fazendo o dever de casa, vencendo nos Aflitos (o time ainda não perdeu este ano jogando em seus domínios pela Série B), o Náutico é um forte candidato ao acesso. Porém, o time também vai em busca de vitórias como visitante. “Vamos viajar mais concentrados, determinados. Quem sabe, trazemos os três pontos lá do Paraná”, concluiu Eduardo Ramos.

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