Mysheva se emociona ao relatar morte do promotor Thiago Faria em audiência

O primeiro dia da audiência de instrução sobre o assassinato de Thiago Faria contou com o depoimento da noiva do promotor na época do crime, Mysheva Martins. A sessão ocorreu no edifício-sede da Justiça Federal em Pernambuco (JFPE), no bairro do Jiquiá, na Zona Oeste do Recife, mas a mulher, que também é vítima, já que estava no carro atingido pelos tiros que mataram Thiago, falou por videoconferência de Garanhuns, no Agreste.

Ela se emocionou quando relatava o crime e disse que o promotor falou para o filho de José Maria Pedro Rosendo Barbosa, um dos acusados, que esqueceria diversos crimes cometidos por eles – inclusive os que a Justiça ainda não sabia – caso eles deixassem a família dela em paz. Os relatos fizeram referência à disputa por terras, apontada como motivo do homicídio.

À tarde, foi ouvida outra vítima, o tio de Mysheva, Adautivo Martins. Na sequência, cinco testemunhas prestaram depoimento, entre elas, pessoas que trabalhavam nas terras e um borracheiro que viu um dos suspeitos passando de moto no mesmo dia do crime.

Somente Mysheva e uma tia de consideração não quiseram que os réus acompanhassem seus depoimentos. Todas as testemunhas também participaram da audiência na unidade da JFPE em Garanhuns. A sessão foi presidida pela juíza federal Amanda Torres de Lucena de Lins Araújo.

Mais testemunhas de acusação devem fazer seus relatos nesta quarta-feira (25). Já na quinta (26) e na sexta (27), será a vez das pessoas arroladas pela defesa. No último dia, os réus – José Maria Pedro Rosendo Barbosa, José Maria Domingos Cavalcante, Adeildo Ferreira dos Santos e José Marisvaldo Vitor da Silva –, que estão presos no Centro de Observação e Triagem Professor Everardo Luna (Cotel), em Abreu e Lima, também serão interrogados.

Thiago Faria Soares foi morto no dia 14 de outubro de 2013, no quilômetro 15 da PE-300, em Itaíba, no Agreste. A noiva da vítima e do tio dela não ficaram feridos. O crime, que começou sendo investigado pela Polícia Civil, passou para as mãos da Polícia Federal em agosto do ano passado, a pedido do Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot. O inquérito foi concluído no fim de dezembro.

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