Morre Zé do Rádio, torcedor-símbolo do Sport

Faleceu na manhã desta quinta-feira (21) o torcedor do Sport Ivaldo Firmino dos Santos, o popular Zé do Rádio, torcedor-símbolo do clube e conhecido nacionalmente pela alcunha folclórica de “torcedor mais chato do Brasil”. O motivo foi uma parada cardiorrespiratória, de acordo com nota divulgada pela assessoria de imprensa do Real Hospital Português.

Zé do Rádio deu entrada na madrugada desta quinta-feira (21), em parada cardiorrespiratória.  Foi reanimado e internado na Unidade de Recuperação Cardiotorácica (URCT). “Fez nova parada cardiorrespiratória, não respondendo às manobras habituais, sendo o óbito constatado às 10h30”, dizia a nota. Ele era transplantado cardíaco há 13 anos, portador de diabetes, hipertenso e renal crônico.

Zé passou cinco meses na fila de espera por um transplante de coração, com o procedimento sendo realizado em 2002. Desde então, tornou-se um dos maiores incentivadores e garoto propaganda da doação de órgãos em Pernambuco. Seu falecimento foi profundamente lamentado pela Central de Transplantes de Pernambuco (CT-PE).

Segundo a coordenadora da CT-PE, Noemy Gomes, Zé do Rádio sempre visitava o órgão e cativava a todos com a sua simpatia. “Ele sempre estava presente nas nossas campanhas, em eventos, para prestar seu depoimento. Zé foi um parceiro importante na nossa luta pela doação de órgãos, por mostrar a seriedade do trabalho e que a doação funciona, que traz um novo sopro de vida para quem precisa de um órgão. O nosso desejo é deixa o nosso conforto e abraço para seus entes queridos”, disse Noemy.

O título de torcedor mais chato do Brasil foi dado pelo ex-treinador Zagallo, em 2001, na época comandante da Portuguesa, em um programda de TV. Zé do Rádio sempre ficava atrás do banco do técnico adversário com seu rádio ligado em alto volume, atazanando a vida dos comandantes e jogadores. Ele começou a frequentar a Ilha do Retiro na década de 1970.

Famoso entre os rubro-negros e querido até pelas torcidas rivais, o torcedor recebeu algumas homenagens em vida. A mais significativa foi a criação de um boneco gigante aos seus moldes, que desfila há anos nos carnavais de Recife e Olinda.

 

 

 

 

 

 

 

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