Magrão completa dez anos defendendo o Sport

O que eleva um jogador a status de ídolo de um clube de massa? Títulos? Dedicação ao clube? Respeito à instituição? Preenchendo todos esses requisitos, Magrão chegou lá e tornou-se um dos maiores ídolos do Sport. Na próxima terça-feira (21/4), o goleiro completa 10 anos defendendo o rubro-negro da Ilha do Retiro. No dia 21 de abril de 2005, o arqueiro chegava à Ilha do Retiro, contratado junto ao Rio Branco de Americana, do interior paulista. O responsável pela vinda de Alessandro Beti Rosa, ou simplesmente Magrão, para o Leão foi o treinador Zé Teodoro.

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Como no futebol, amor e ódio, alegria e tristeza andam quase que de mãos dadas, Magrão completa 10 anos de Sport após uma sofrida eliminação nas semifinais da Copa do Nordeste para o Bahia, domingo passado (12/4), após derrota por 3×2. E ainda criticado pelo primeiro gol do Esquadrão de Aço, marcado por Souza após chute da intermediária. Nada que abalasse o enorme crédito que ele possui com a torcida rubro-negra. Afinal, foram muito mais defesas mirabolantes do que falhas.

Magrão conquistou oito títulos pelo Sport, sendo seis pernambucanos (2006/2007 /2008/2009/2010/2014), um da Copa do Nordeste (2014) e o mais importante, a Copa do Brasil de 2008. Conquista que levou o Leão à Libertadores do ano seguinte, na qual o arqueiro foi um dos destaques da campanha que parou nas oitavas de final, diante do Palmeiras. Foram ainda 3 acessos da Série B para a Série A do Brasileiro, em 2006, 2011 e 2013.

“Todos os títulos me emocionaram, cada um tem seu valor. Só estou aqui porque tenho mais vitórias do que derrotas, mas a emoção maior foi a Copa do Brasil”, enfatizou Magrão.

A conquista da Copa do Brasil de 2008, aliás, não sai da memória dos rubro-negros. Depois de eliminar Imperatriz-MA e Brasiliense, o Sport ficou frente a frente com o Palmeiras, nas oitavas de final. Para muitos, o confronto divisor de águas. O Sport venceu a partida de volta, na Ilha, por 4×1. “Fomos muito superiores. Vimos que poderíamos chegar longe”, relembra Magrão.

Depois do Verdão, o Sport tirou o Internacional e se deparou com o Vasco, de Edmundo. Após vitória por 2×0 na Ilha, os cruzmaltinos devolveram o placar em São Januário e a decisão da vaga na final foi para os pênaltis. E para a surpresa de muitos, Magrão estava entre os cinco relacionados para as cobranças. “Eu costumava treinar e tinha bom aproveitamento nos pênaltis. Mas na véspera do jogo contra o Vasco, nas Laranjeiras (campo do Fluminense) não treinei. Mesmo assim, Nelsinho Baptista (treinador do Sport) perguntou se eu bateria se fosse preciso. Respondi que sim. Só que não imaginava que o jogo iria de fato para as penalidades. O pessoal diz que passa um filme nesta hora, mas para mim, que estava ao lado da área, não deu para pensar muito. Bati da mesma forma, alto, do lado esquerdo do goleiro”, recorda Magrão.

O Leão venceu por 5×4 e se credenciou para a final contra o Corinthians, quando bateu o rival na Ilha por 2×0 no jogo de volta e sagrou-se campeão.

Aos 38 anos, Magrão tem a consciência de que está chegando a hora de pendurar as chuteiras e as luvas. Mas ainda não sabe o que vai fazer depois. “Passa muita coisa pela cabeça, como viajar com a mulher, quem sabe trabalhar no clube. Ainda não defini muito bem”, declarou.

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