Justiça para todos

Justiça não é apenas uma concepção vazia que enfeita livros volumosos de Direito, ou que se perde nas letras de leis. Justiça não é um conteúdo vazio e cheio de deformidades. Justiça não é ouvir um Juiz de Direito proferir uma sentença, ou alguém com as próprias mãos atacar os seus algozes. Justiça vai além dos punhos que escrevem leis, vai além das vozes e das belas retóricas, justiça não é uma coisa que pode ser palpável, ou que tocando-a podemos sentir suas perfeições ou imperfeições como objeto.

Justiça é sentir que além de você, outras pessoas tem acesso sem distinção, justiça é um sentimento que torna homens mais próximos de si, justiça é identificar dentro das imperfeições humanas caminhos que levam a paz. Justiça é ter, receber e também passar e ver seu próximo como “a si mesmo” e não apenas como alguém distante, inexistente. Justiça deveria ser algo próximo de todos e não algo próximo apenas dos paletós e das gravatas bem engomadas.

Tendemos a vulgarizar o termo “justiça” como algo “técnico” , que só está nos fóruns e nos plenários legislativos. Justiça é um sentimento coletivo, é um alvo, é um quadro que buscamos num horizonte muitas vezes distante.

Justiça é para todos e nasce para todos, pois todo homem anseia o dia em que seus braços possam lhes abraçar, mas não podemos segregar ninguém desse abraço, não podemos permitir que o outro lado “obscuro” da justiça a injustiça, possa sufocar pessoas com seus tentáculos.

Buscar justiça, buscar estar mais próximo desse termo, desse sentimento é lutar para que todas as pessoas possam sentir esse sabor, e não apenas classes abastadas

 

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