Justiça autoriza mãe que abandonou bebê recém-nascida a amamentá-la

A Justiça de Birigui (SP) autorizou a mãe que abandonou uma bebê recém-nascida numa calçada a amamentá-la. A mulher deu o nome de Vitória à criança, que está em um abrigo.

A mãe,de Araçatuba (SP), se apresentou à Polícia Civil, foi ouvida e liberada. Ela disse em depoimento que está doente, sofre de depressão e que manteve a gravidez em sigilo, mas agora quer a guarda da criança. Ninguém da família sabia que ela estava grávida.

O inquérito deve ser concluído em poucos dias. A Justiça ainda não recebeu nenhum pedido de guarda para a criança. 

A pena por abandono de incapaz pode chegar a 3 anos de detenção e exposição ou abandono de recém-nascido para ocultar desonra própria pode chegar a 2 anos.

Entenda o caso
Uma recém-nascida foi encontrada abandonada em uma calçada, na porta de uma casa, por um entregador de jornais. O caso aconteceu em 30 de abril, no bairro Jardim Morumbi, bairro de classe média de Birigui. A bebê, que estava enrolada em um vestido e um cobertor, foi socorrida e passa bem.

Imagens de câmeras de segurança mostram uma pessoa que atravessa a rua carregando algo. A pessoa chega em frente a uma casa e se abaixa, fica parada por um instante e quando se levanta parece já não carregar mais o embrulho.

Por volta das 6h, um entregador de jornal que passava pelo local encontrou a bebê enrolada em um cobertor. “Subi com a moto na calçada para colocar o jornal na casa e vi um rolo de pano jogado e achei normal, mas aí o rolo se mexeu. A criança chorou e percebi que era um bebê abandonado”, afirma o entregador Luís Fernando Soares Santana.

O bombeiro Gleyson Rogério participou do resgate da bebê, que aparentava ter entre três e cinco dias. Ele conta que a criança já estava ficando roxa por causa do frio e chorava um pouco. “Analisamos o choro, batimento, coloração da pele, ela estava sem ferimento, ela estava chorando por causa do frio e até quando o bombeiro a abraçou, ela chegou a sorrir”, diz Gleyson.

A menina foi levada para o Conselho Tutelar, que a encaminhou para um abrigo da cidade. A Delegacia de Defesa da Mulher investiga o caso.

 

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