Ilha esvaziada preocupa a diretoria do Sport

A diretoria rubro-negra vem classificando como “muito preocupante” a baixa presença de torcedores nas quatro primeiras partidas do time em casa neste Brasileirão. Apesar de figurar no terceiro lugar do campeonato, um ponto atrás do líder São Paulo, e ter o terceiro ingresso mais barato da Série A (valor médio), o Sport é apenas o 12º colocado em média de público, com 9.578 pessoas por jogo, e o 14º em arrecadação, com R$ 663.070,00. Com números tão aquém do esperado, diretores passam a temer pelo desequilíbrio das contas do clube em um futuro próximo.

É que a arrecadação com as bilheterias é uma das três principais fontes de renda do Sport na atualidade – as outras duas são as cotas de TV e as mensalidades dos sócios. “A diretoria está muito preocupada com essa ausência de público, porque fizemos investimentos relevantes no time, contratando atletas do alto nível. Precisamos manter a equipe com os salários em dia. O torcedor precisa colaborar. Não tem como inventar receita, dependemos das bilheterias”, afirmou o vice de futebol do Leão, Arnaldo Barros.

A diretoria do Leão não sabe precisar ao certo o que vem provocando esse esvaziamento da Ilha do Retiro, mas elenca entre possíveis fatores a crise econômica que afeta o País, o horário de algumas partidas, o fim do programa Todos com a Nota e o apelo dos adversários – nenhum figura entre os grandes clubes do Brasil (Figueirense, Coritiba, Goiás e Joinville).

A esperança agora para a diretoria leonina é que a sequência de partidas na Arena Pernambuco dê uma turbinada na média de público e, consequentemente, na arrecadação do Sport neste Brasileirão. Nas próximas cinco vezes que entrar em campo como mandante, em apenas um atuará na Ilha, contra o Internacional (1º/7). As outras todas serão no novo estádio, diante de Vasco (20/6), Palmeiras (12/7), São Paulo (19/7) e Cruzeiro (2/6). 

“As partidas na Arena devem impulsionar o público. O horário é mais adequado e os adversários têm maior prestígio. É bom lembrar aos nossos torcedores que a renda dessas partidas é do Sport e não do consórcio que administra o estádio. Por isso, precisam comparecer. Essa é a hora”, disse Arnaldo Barros. “Entendemos que o momento econômico do País é complicado, mas estamos fazendo várias promoções para que eles não deixem de ir nos prestigiar. O time precisa da torcida”, completou.

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