Igualdade? Ou farsa?

Reza a Constituição da República em seu artigo 6ª :

“São direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição”.

Então por que será que é tão difícil termos “aplicabilidade” de tais direitos? Será que por falta de recursos? Ou pelo fato de vivermos em um país enorme de dimensões continentais?

Ou será que simplesmente temos uma sociedade que ainda vive sobe forte influencia de um passado doloroso? Que ainda respira com ajuda de “aparelhos”.

Nossa educação senhores, pelo menos a pública, em sua grande maioria é uma farsa, nada mudou, não estou sendo pessimista , realista talvez. Temos quiçá uma educação superior pública com certas particularidades e força, mas infelizmente, apesar dos esforços das duas últimas gestões federais e de acentuada evolução, ainda pertence a uma elite, a maioria dos estudantes das ditas “federais” ainda são filhos de ricos que estudaram em ótimas escolas.

E quanto a massa? Vejo com preocupação e tristeza a falta de perspectiva de jovens, que são jogados em lugares que se dizem “centros educativos”.

Onde está a democracia nisso? Onde está a liberdade? A igualdade? Atreverei-me a dizer que ainda vive nos discursos acalorados de pessoas que acreditam que a justiça social começa com uma ótima educação. Sem isso, viveremos eternamente nessa vergonha social onde o mercado só tem espaço para alguns e outros “os muitos” são jogados na miséria, na criminalidade.

Vivemos num Brasil das divergências, da pouca vergonha, de autoridades “truculentas”, que se acham acima das leis e dos princípios. Que se acham investidos de um poder absoluto. Covardes, hipócritas, sonegadores do coletivismo.

Penso que não existe outra revolução, penso que só com uma educação uniforme, pública, de qualidade e para TODOS, chegaremos de verdade a um senso mais próximo de igualdade.

As famílias devem ter acesso a todo tipo de assistência, políticas públicas claras, tranparentes e com fim único o coletivo.

Certa vez, em leitura de um pensador italiano Norberto Bobbio, vi a seguinte reflexão: “não há igualdade se alguns podem ganhar porções exorbitantes e outros não tem o básico”. No Brasil deveria existir parâmetros, limites para enriquecimento. Ninguém deve ser privado de sonhar e lutar por mais conforto, carro, casa, vestuário, e outras coisas, mas ter 5 carros de luxo, 10 casas,mansões, etc. você acha isso realmente justo? Ou você ainda é um daqueles que acredita que existe um trabalho mais “digno”, mas caro que outros?

E já que existe mecanismos para uma “luta social” por que tirar de muitos o direito a uma educação de qualidade, por que filhos de ricos devem ter ecesso a educação caríssima? De qualidade superior ao normal? E os pobres não tem acesso a nada, essa é a verdade. Isso é digno senhores? Isso é igualdade de oportunidade? Respondam-me.

Mas não basta ter acesso a educação de qualidade, é necessário que o jovem tenha tempo integral para a educação, que tenha alimentação e vá para sua casa descansar para no outro dia continuar a luta.

Sem isso, não vejo igualdade, e sim uma farsa criada pelas elites para ludibriar a massa.

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