Humberto Costa diz que citação a ele em lista de Janot é ‘frágil’ e ‘imprecisa’

O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PT-PE), usou seu discurso no plenário da Casa nesta segunda-feira (9) para criticar a inclusão de seu nome no pedido de abertura de inquérito entregue pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Humberto Costa é um dos políticos que será investigado pelo STF. Ele foi citado pelo ex-diretor de Abastercimento da Petrobras Paulo Roberto Costa em delação premiada. O ex-diretor da estatal disse em depoimento que foi procurado por um intermediário para arrecadar doações para a campanha do líder do PT no Senado. Os valores ultrapassariam R$ 1 milhão e teriam sido repassados por empresas investigadas na Lava Jato.

Segundo o senador, o trecho do depoimento do Paulo Roberto Costa usado pelo procurador para embasar o pedido de abertura de inquérito é “vago” e “impreciso”. O líder petista também afirmou que a peça entregue por Janot ao STF é “frágil”.

“Lamentavelmente, é uma peça muito frágil. […] O trecho da delação em que minha campanha aparece citada é completamente vago e impreciso”, disse o petista.

“É um absurdo, um erro gritante, que não posso deixar de denunciar. Tenho que externar a minha profunda indignação com o que ocorreu. […] Acho que foi um ponto fora da curva neste momento. E digo mais: reservo-me aqui o direito de manifestar o enorme inconformismo”, continuou.

Ao discursar em plenário, Humberto Costa disse ter “o mais profundo respeito e admiração” pelo procurador-geral da República. Ele disse que Janot “é hoje o homem mais poderoso da República porque tem o poder de acusar e inocentar alguém antes de esse alguém ser acusado”.

“No meio esse espetáculo de incoerências e contradições, parece incrivel que alguem tenha encontrado elementos para a abertura de inquérito contra mim. Eu só posso atribuir à tensão que os integrantes do Ministério Público viveram, só posso atribuir à pressa que tiveram de entregar a lista à imprensa”, cogitou o líder do PT.

Ao concluir sua fala, Humberto Costa afirmou que todas as eleições que recebeu para a campanha eleitoral de 2010 foram legais e aprovadas pela Justiça Eleitoral. Ele também solicitou ao procurador-geral que dê celeridade ao andamento das investigações “para que eu possa dizer ao povo brasileiro que fui inocentado”.

 

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