Getúlio Cavalcanti inova nos ritmos do disco Eu e a natureza

Desde o encontro com o maestro Nelson Ferreira, na década de 1960, o compositor Getúlio Cavalcanti não parou mais de fazer frevo. Lembrar do ritmo sem fazer menção ao seu nome, não condiz com a realidade dos carnavais de Pernambuco. Que o diga o frevo de bloco O último regresso, entoado pelas milhares de vozes que participam, todos os anos, das festas de Momo do Estado.

Mas o próprio Getúlio deixa claro que “antes de ser um compositor de frevos, eu sou um apreciador dos ritmos brasileiros”. Portanto, não há porque estranhar o seu mais recente trabalho Eu e a natureza, composto de baião, xote e outros ritmos, que vão além do frevo. “A toada de Luiz Viera e o forró de Petrúcio Amorim e Maciel Melo, foram algumas das fontes de minha inspiração”, comentou Getúlio.

O disco, composto de treze faixas, foi produzido sob os ares de Camutanga, a sua terra natal e de Gravatá, cidade que frequenta com assiduidade. “Com esse trabalho realizo um desejo que sempre cultivei: falar das raízes nordestinas através de ritmos da nossa terra”. O filho de Getúlio, Cassius Cavalcanti e a Orquestra Só de Mulheres, também participaram da festa.

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