Escultura gigante do Galo empolga foliões em prévia do bloco no Recife

O Galo da Madrugada resgatou suas origens durante o desfile do ‘Galo ao Contrário’, prévia oficial da agremiação que tomou conta das ruas do Centro do Recife na noite desta quinta (12). A escultura gigante, montada na Ponte Duarte Coelho, encantou os foliões que fizeram o percurso inverso ao que o maior bloco do mundo vai fazer no Sábado de Zé Pereira. Por ser em um horário mais tranquilo que o tradicional, muitas famílias e crianças foram prestigiar a festa.

A concentração começou às 19h na Rua do Sol, ao som de Gustavo Travassos, da Frevioca, Orquestra Metais & Galo, Banda da Polícia Militar e do Maestro Lima Neto. A décima quinta edição do Galo ao Contrário contou com três carros alegóricos: Clarins, Abre-Alas e Asas da América. O percurso começou na Avenida Guararapes, passou pela Praça da Independência e seguiu pela Rua Imperial até a apoteose, na Praça Sérgio Loreto, em frente à sede do Galo.

A dona de casa Ana Vasconcelos levou as filhas Daniele, 7 anos, e Beatriz, 4, ao desfile pela primeira vez. “Capricharam bastante no Galo. Pra mim ficou mais bonito à noite do que de dia. A festa à noite está em um clima familiar. O Galo da Madrugada tradicional é mais desgastante para as crianças”, observou.

Apaixonado pelo bloco, o  supervisor Maurício Veloso trabalha e mora pertinho da festa, e aproveitou a saída do trabalho para fazer cliques da escultura gigante. “O Galo é o charme do nosso carnaval, a estrela. De noite ele é lindo, mas de manhã ele se transforma no verdadeiro imperador da folia. Não troco o Galo por nada”.

Já Gabriel Silva, 29, levou esposa, filho, cunhada e sogra para conferir o desfile. Ele improvisou uma peruca black power com copinhos de plástico. “Venho todos os anos. É no Galo ao Contrário que a gente pode levar as crianças para conhecer o Galo e assim ensinar a elas a essência do carnaval”, afirmou.

“Participar do Galo, para mim, é uma mistura de arte, tradição e cultura. Espero fazer parte do bloco ainda por muito tempo”, afirmou Mizael Farias, 29. Há quatro anos ele é porta-estandarte da agremiação, seguindo os passos do tio, José Pereira de Farias, 67. “Chamei meu sobrinho para dar continuidade ao meu trabalho, porque estou perto de me aposentar. Mas até lá pode chover ou fazer sol, que eu abraço a causa com a maior alegria”, completou.

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