Em Pernambuco, policiais civis fazem nova paralisação de 24 horas

Os policiais civis de Pernambuco fazem, nesta quinta-feira (2), uma nova paralisação de 24 horas, além de uma passeata. A mobilização começou à meia-noite, quando os serviços foram paralisados. Durante o dia, apenas flagrantes e os serviços do Instituto de Medicina Legal (IML) devem ser realizados. A categoria planeja uma passeata até o Palácio do Campo das Princesas, sede do Governo do Estado.

A mobilização começou por volta das 8h, com um café da manhã em frente à Secretaria de Planejamento, na Rua da Aurora, área central do Recife. De lá, os manifestantes saíram em caminhada, por volta das 10h20. De acordo com a Companhia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU), eles seguem pela Avenida Mário Melo, no sentido do Parque 13 de Maio. Orientadores e agentes de trânsito acompanham o trajeto do movimento. A CTTU informou também que nenhuma via está fechada, por enquanto — no entanto, dependendo do trajeto da passeata, alguma rua poderá ser bloqueada.

A caminhada seguirá até o Palácio do Campo das Princesas, onde a categoria pretende entregar formalmente um documento se negando a participar do Programa de Jornada Extra da Segurança (PJES).

De acordo com o presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol), Áureo Cysneiros, a expectativa é de que dois mil policiais participem da mobilização. “A categoria está unida. Vamos entregar formalmente os formulários do PJES preenchidos, nos negando a fazer horas extras”, explica.

Cysneiros diz também que o PJES é uma forma de hora extra que não é paga adequadamente. “Estamos com deficiência no efetivo e o Governo tenta amenizar isso através de um serviço extraordinário que sobrecarrega muita gente”, completa.

A categoria reivindica isonomia da gratificação do risco de vida policial, revisão do plano de cargos e carreiras, inclusão dos peritos papiloscopistas no quadro técnico policial e convocação de aprovados remanescentes no último concurso público para a Polícia Civil.

Procurada pelo G1, a Secretaria de Administração do Estado informou, através de nota, que “desde o início do ano, o Governo do Estado de Pernambuco vem mantendo diálogo de negociação com todas as categorias mesmo diante de um cenário adverso. Tem sido cauteloso no enfrentamento à crise, respeitando a capacidade financeira do Estado. No entanto o Estado encontra-se hoje impedido legalmente de conceder qualquer reajuste salarial, por ter ultrapassado o limite prudencial permitido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF)”.

A nota reafirma ainda que o governo estadual está “de portas abertas para continuar negociando com as classes. Mesmo sensibilizado por algumas pautas abordadas em reuniões específicas, será prudente nas discussões no que tange aos impactos no orçamento público. Só tomará decisões que possam ser cumpridas”.

 

Comentários