Eliminação expõe problemas do Sport

A derrota por 3×2 para o Bahia, domingo (12), na Fonte Nova (BA), não selou apenas a eliminação do Sport nas semifinais da Copa do Nordeste como expôs problemas que estavam camuflados à medida que a equipe ia avançando no torneio. Falta de uma padrão tático definido, ineficiência dos atacantes, baixa produtividade dos homens de criação do meio-campo, poucas alternativas no banco de reservas, principais estrelas apagadas em campo… Tudo virou motivo para críticas dos torcedores, nesta segunda-feira, um dia após a queda em Salvador.

No portal JC Online, os internautas participaram de uma enquete: “Para você, quem foi o principal responsável pela desclassificação do Sport na Copa do Nordeste?”. Com 42% dos votos, venceu a alternativa “Todos juntos”, que reuniu o técnico Eduardo Baptista, o elenco e a diretoria. Na chegada da equipe ao Recife, ontem, o capitão Durval seguiu a mesma linha e disse que não é hora de personificar a culpa pela eliminação. “Não vamos apontar o dedo para um culpado. Se perdeu, perdeu todo mundo: defesa, meio-campo e ataque. Aqui é um grupo”, afirmou.

O capitão reconheceu que a campanha do atual campeão do Nordeste ficou bem aquém da esperada. Em um grupo teoricamente fácil na 1ª fase, os leoninos se complicaram com derrotas para Coruripe-AL (1×0) e Sampaio Corrêa-MA (3×2) fora de casa, além de um empate sem gols com os alagoanos na Ilha. Nas quartas de final, só passou na disputa por pênaltis pelo Fortaleza, que vai disputar a Série C do Brasileiro em 2015. Contra o Bahia, fez suas melhores partidas, mas abusou de erros de finalização no encontro de ida e da falta de um padrão de jogo na volta.

Para André Luiz Cabral, comentarista da Rádio Jornal, o técnico Eduardo Baptista ficou limitado pela falta de peças de qualidade. “Faltou um elenco mais qualificado, principalmente no setor de ataque. Por não ter um bom elenco em mãos, não tinha como ele dar um padrão tático ao time”, afirmou. Opinião compartilhada pelo editor do Blog do Torcedor, Álvaro Filho. “Faltam jogadores que resolvam no ataque, além da definição de um esquema tático por parte de Eduardo”, disse.

De fato, o que o técnico Eduardo Baptista mais fez nesse Nordestão foi mexer na equipe. Em oito partidas, não repetiu uma vez sequer a escalação. O esquema tático também variou. Ora o Sport entrou no 4-3-3, ora no 4-4-2. “O pecado foi as mexidas em excesso, o que atrapalha a busca por um padrão tático. Entendo, no entanto, que era uma busca por uma melhora ofensiva. Afinal, o ataque deixou muito a desejar durante o torneio”, avaliou Maciel Júnior, comentarista da Rádio Jornal.

O vice-presidente de futebol do Sport, Arnaldo Barros, reconheceu que a equipe não foi bem na 1ª fase da Copa do Nordeste, mas viu uma evolução no desempenho do time a partir dos mata-matas. Sobre as críticas ao meia Diego Souza, principal estrela da equipe, o dirigente as considerou injustas. “Diego fez uma grande partida contra o Bahia, por exemplo. Brigou o tempo inteiro, chamou a responsabilidade. É fato que ele ainda não chegou onde pode chegar. Certamente, tem qualidade para ir mais longe. Mas é questão de tempo”, comentou Arnaldo Barros. 

Comentários