É proibido pensar?

Existir vai muito além do fato de estar fazendo parte de um conjunto de ambientes, ou em sociedade, mas estar incluído de fato nesse sistema. Um animal nada pode fazer além de suas funções naturais, diferente é o homem, o homem é dotado de uma mente que pode e deve refletir. Mas até que ponto vivemos numa sociedade de seres racionais?

Vivemos sob o julgo de um mecanismo de dominação burguesa, onde uns são “domesticados” para viver de forma servil aos demais. Isso é existir? Quantas pessoas são chamadas de abusadas? Ou marginais? “eles são uns vermes, uns anarquistas, uns bandidos”.

Vejo com muito “desanimo” algumas expressões “preconceituosas” com relação a maioria dos cidadãos “carentes”, falamos como se ter fome, ou ser analfabeto fosse uma “alternativa” e não um fato complexo onde o maior culpado é um sistema que visa “uns” e simplesmente segrega a grande maioria.

Ser educado para os “senhores e madames” é ser obediente, ser calado, pedir licença e não adentrar em lugares chiques, os que olham de cima devem sentir “pena”, mas não devem sentir sentimentos “carismáticos” solidários, pois isso é natural, ninguém muda.

Por muitos anos tivemos uma educação caduca, “uma para pobres” e outra para os ricos, uma era para “domesticar” ensinar um “sim senhor” ou “não senhor”, outra era para refletir, pensar, analisar, construir, memorizar, para ser bilíngue ser “culto”.

Acho que muitos burgueses devem estar profundamente “escandalizados”, pois não esperavam que pessoas das ditas “classes domesticáveis” iriam ter acesso a uma educação de qualidade e que agora um “sim” ou “não” seria mais que um sim por simples fato de ser em si, mas porque alguém tinha estabelecido, alguém tinha pronunciado e agora “eles” refletem antes de tomar uma decisão.

Por isso estou entusiasmado com o avanço de nossa educação, e espero que as metas sejam sempre atingidas, que as pessoas possam refletir sua existência, se colocar e se situar no mundo em que vivem, sem grilhões ou correntes, sem dominação ou queixas de senhores. Pensar é muito mais que aprender um B + A = BA, mas saber refletir sua condição, criticar, falar, evoluir e não negar o seu ser como “gente”.

A revolução começa, passa e termina com educação de qualidade para todos indistintamente.

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