Criança executa prisioneiro do Estado Islâmico na Síria, diz grupo

Uma criança recrutada como soldado pelo grupo Estado Islâmico (EI) teria executado um prisioneiro com um tiro na cabeça um homem acusado de espionagem pelos fundamentalistas, em Raqqa, no centro-norte da Síria. As imagens, divulgadas nesta segunda-feira, mostram o menino apontando a arma para o prisioneiro, que depois aparece morto. As fotos foram publicadas no Twitter por ativistas do grupo “A campanha síria conta o Estado Islâmico e o regime Assad em Raqqa”, que lutam contra a ação dos jihadistas.

Na sequência de imagens, a vítima aparece, inicialmente, ajoelhada no chão, com as mãos presas nas costas e vendada, vestindo um uniforme vermelho. Depois, o homem aparece sem as vendas e o menino – que usa um uniforme militar – aparece apontando a arma em direção à cabeça dele. Por fim, o homem aparece caído no chão, morto.

Segundo informações do jornal “Daily Mail”, nas suas últimas propagandas, militantes do EI têm mostrado crianças soldado executando inimigos do grupo. Os pequenos, chamados pelos fundamentalistas de “filhotes do Califado”, crescem sendo treinados em campos militares dos jihadistas, onde aprendem a usar armas e técnicas de guerra.

Há cerca de dois meses, 12 reféns do grupo foram decapitados por jovens soldados do EI, também na Síria. Vestindo uma espécie de uniforme cor de laranja, eles foram amarrados, com os braços nas costas, e postos de joelhos perante uma câmera. Os homens, então, passam por uma sabatina e são forçados a confessar seus crimes, incluindo o de se opor ao Estado Islâmico e desobedecer a um desses líderes, identificado como Abu Bakr al-Baghdadi. Em seguida, eles são decapitados. A sequência foi disponibilizada na internet como forma de divulgar o poder do grupo radical.

De acordo com o relatório anual sobre terrorismo do Departamento de Estado dos Estados Unidos, o Estado Islâmico já ultrapassou a Al-Qaeda como principal grupo terrorista no mundo. O documento aponta a capacidade do grupo em recrutar militantes e divulgar sua mensagem pelo mundo.

Comentários