Contrariando crise, artesãos mantêm otimismo para a Fenearte

A expectativa de vendas para a Fenearte pode ter sido mantida nos R$40 milhões entre 2014 e 2015 devido à crise econômica, mas o clima entre os artesãos é de otimismo. Mesmo reconhecendo a possibilidade de enfrentar vendas mais difíceis neste ano, muitos dos cinco mil expositores que participam da 16ª edição da feira acreditam que vão vender toda a produção até o fim do evento, no próximo dia 12.

“A gente sempre fica com um pouco de receio, mas mesmo assim produzi mais este ano. Estou confiante porque esperamos o ano inteiro por essa feira, é a nossa chance. Sempre saio daqui com tudo vendido”, diz o artesão de Tracunhaém Genildo da Silva, que participa há dez anos da Fenearte. Nas primeiras horas após a abertura, realizada nesta quinta-feira (2), ele já considerava bom o movimento de vendas.

Já os lojistas que vêm de outros estados comprar peças para revender estão adotando uma estratégia para não terem prejuízos no futuro. “Não tenho um limite para gastar aqui, mas devo chegar aos R$10 mil. A diferença é que este ano estou priorizando peças menores, mais baratas e fáceis de vender. Entre um santo grande de R$ 800 e outro de R$ 300 eu fico com o menor”, explica a lojista Inês Oliveira, proprietária de uma loja em São Paulo. 

A comerciante veio para a Fenearte através da Rodada de Negócios promovida pelo Sebrae, que continua até o sábado (4) e sozinha deve movimentar em torno de R$ 5 milhões. A Fenearte funciona das 14h às 22h de segunda a sexta-feira e das 10h às 22h no sábado e domingo. Os ingressos para os dias de semana custam R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia) e nos fins de semana R$ 12 (inteira) e R$ 6 (meia).

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