Consumismo, estética e outros vícios modernos.

Qual o preço para a felicidade? Na concepção capitalista esse preço é alto demais chegando a tal ponto de submetermos nossa saúde e integridade física aos contornos estéticos, aos padrões de beleza impostos pelo mercado da moda. Muitas pessoas abusam de rituais e se deixam segregar por acharem que o mundo só os observará se chegarem ao “ápice” . Subvertemos diversos valores, suprimimos os ideais de coletivismo e de cooperação em prol de demasiados luxos e da busca incessante por corpos “gregos” por exaltação do corpo e da beleza.

Os jovens caminham para transtornos como bulimia e anorexia, vão cada dia mais cedo para salas de cirurgia plástica, fantasias do espelho e o mal da Madrasta má de Branca de Neve. Muitos se nutrem de sintomas de “esquizofrenia social” e passam a gerar dentro de si monstros que os perseguem e os levam para zonas de conflito e precipícios suicidas. Anabolizantes, esteroides, consumo, e mais consumo.

Cada dia mais se suprime a busca diária dos ideais altruístas, ninguém observa mais a nítida ameaça disfarçada do individualismo, que não deixa legados, que deixa apenas uma sensação falsa de “vitoriosos e perdedores”, conquistadores e conquistados, se inverte o valor humano em pró de valores egocêntricos. O homem se entope de si mesmo e se perde em seus labirintos, se deixa cobrir de poderes, busca sempre mais status e mais glamour.

Morrem em salas de cirurgias estéticas, “andam como zumbis” em corredores de ilhas de superficialidade, ilhas de consumo.

O mundo está antenado, globalizado, mas essa nova ordem, essa síndrome distancia os homens de si mesmos, inverte e quebra a harmonia familiar, as conversas em grupos, a harmonia entre grupos sociais, e põe em cheque toda concepção humanista e cooperativista.

 

 

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