Caso suspeito de morte por caxumba é investigado pela Secretaria de Saúde do Rio

A morte por encefalite de uma estudante, de 14 anos, aluna do 1º ano do ensino médio de um colégio particular da Zona Oeste do Rio, é investigada pela Secretaria municipal de Saúde do Rio. O secretário Daniel Soranz afirma que aguarda a confirmação laboratorial para saber se o vírus da caxumba foi o causador da inflamação no cérebro, que provoca convulsões.

– Neste momento, apenas a família pode falar sobre o motivo da morte. Os exames laboratoriais ainda não estão prontos. Para a secretaria, trata-se de um caso de morte suspeita – disse Soranz.

A assessoria de imprensa da secretaria informou que, de acordo com informações obtidas com o hospital particular em que a menina estava internada e não tinha sintomas de caxumba, o que teria descartado o diagnóstico clínico. No entanto, para fechar a investigação do caso, são necessários os resultados dos exames laboratoriais, ainda em andamento.

Soranz destacou que a grande maioria das crianças que apresentaram a doença no Rio não tinha o calendário vacinal completo. Por isso, ele pede aos pais que verifiquem a caderneta de imunização dos filhos.

– Quem já tomou as duas doses da vacina, não precisa ser vacinado novamente agora por causa desses surtos. A vacina, quando aplicada em duas doses, confere 97% de proteção. Há casos de pessoas vacinadas, sim, mas são raros.

Quem não tiver certeza se recebeu as duas doses da vacina, que na rede pública é combinada com os imunizantes contra sarampo e rubéola, na chamada tríplice viral, pode se vacinar agora. Até os 19 anos, são duas doses com intervalo de 30 a 60 dias. Para maiores de 20 anos, basta uma dose da vacina. Para quem recebeu uma dose e não tem certeza se recebeu a segunda, basta tomar uma dose agora.

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