Campeões do Enem ensinam como garantir pontos extras na prova

A competição entre alunos e escolas acirrou tanto desde que o Enem (Exame Nacional de Ensino Médio) reformulou o modelo de prova em 2009, que levou o MEC (Ministério da Educação) a divulgar apenas o ranking dos colégios no ano seguinte, como forma de reduzir polêmicas. Neste ano em que o exame pegou muita gente de surpresa, a unanimidade entre os melhores colocados é de que a prova se transformou em teste de resistência, uma vez que o número de questões quase triplicou.

Para ajudar quem vai encarar o Enem 2011 , nos dias 22 e 23 de outubro, ouvimos a “receita” dada pelos grandes campeões de anos anteriores. Confira:

 

Henrique Leite , 20 anos, ocupou a primeira colocação no ranking geral do Enem em 2009. Meses depois o sucesso do jovem curitibano se repetiu no ITA (Instituto de Tecnologia da Aeronáutica), um dos vestibulares mais concorridos da América Latina. No momento em que a sirene anunciava o início da prova, Henrique disse que começou encarando perguntas de Exatas, com as quais tinha mais afinidade. “Fazer primeiro o que se gosta dá conforto psicológico para encarar o restante da prova. Mas o maior truque é não ‘empacar’ em uma pergunta”, conta o estudante de Engenharia da Aeronáutica, que reforça a necessidade de estudar todas as matérias. “Usei bastante a Internet para estudar assuntos que não gostava como Biologia.”

 

Ele manteve uma jornada diária de quatro horas de estudos com foco intensivo na preparação para os vestibulares – o que trouxe preparo físico e mental para encarar o Enem. Mas ao contrário do que se pensa, ele evitava se debruçar em livros aos finais de semana. “Ia apenas para a aula aos sábados e não estudava mais. Aproveitava para me divertir e sair com amigos.”

 

O paulista Iago da Silva Caires tinha 17 anos e cursava o 2º ano do Ensino Médio quando faturou a 3ª posição no ranking geral do Enem. A pontuação foi decisiva para que, no ano seguinte, o jovem assegurasse vaga no curso de Medicina da USP (Universidade de São Paulo) – um dos mais concorridos do País.

 

O estudante revela que ler estruturas diferentes de texto com grande frequência é fundamental para obter êxito na prova. “As questões são longas e a prova vence pelo cansaço. Para não me perder em um exercício extenso eu treinava a leitura. Com o tempo, você aprende técnicas que ajudam a compreensão como sublinhar as informações principais.”

 

Na reta final para o exame, Iago acredita que não é possível estudar tudo o que ficou para trás, mas aconselha rever assuntos pontuais que não ficaram muito claros. “Conceitos fundamentais de Matemática são importantes. Refazer alguns exercícios pode fazer a diferença”, diz. No dia da prova, o jovem conta que fez uma refeição leve poucas horas antes, mas sem pausas para beliscar nada durante o Enem para não perder o foco.

 

Assim como Iago, Victor Silva Cachapuz , 20 anos, também cursa Medicina na USP, em Ribeirão Preto. Ele ficou em quinto na classificação geral do Enem porque meses antes manteve foco nas matérias que tinha maior dificuldade. “O Enem é longo e cansativo. O sucesso no exame depende da capacidade do aluno em manter um bom raciocínio por muito tempo”, afirma.

 

A dica que Victor dá aos candidatos é marcar o tempo gasto para solucionar cada questão. Para isso, ele recomenda fazer simulados em tempo real para avaliar o próprio desempenho e, assim, descobrir as matérias que cada um deve priorizar no decorrer da prova.

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