Caduquice da Juventude

Entre todos os grandes males sociais que enfrentamos dia a dia, um dos mais marcantes talvez seja a demência coletiva. Estamos engatinhando, estamos sentados sem mudar com a força motriz da mobilização o espaço em que vivemos. A juventude tem caducado mais cedo, tem se tornado zumbis, se deixam levar pelas aparências, se encantam com o banal, não se importam mais com o coletivo, mas estão simplesmente condicionados a “sacrifícios” visando sempre valores deturpados.

Subvertemos os valores, encaramos o social como algo ridículo, encaramos o trabalho não mais como a realização de potencialidades que podem mudar a curto e longo prazo nosso lugar, nosso destino.
Quem já não se deparou com alguém dizendo “só farei esse curso por que dá muito dinheiro”, ou “vais escolher esse curso? Vais passar fome”. É certo que um dos combustíveis motivacionais realmente é uma boa remuneração, e não estou negando esse fato, mas estamos alienados, agimos como máquinas e pouco temos feito para tentar “sorrir”.

Lembro-me de um filme americano que assisti com o ator Will Smith “À procura da felicidade”, e uma cena me chamou a atenção. Quando o personagem fala “eles estavam tão felizes”, e o interessante é a incoerência da cena, a felicidade estava vinculada à homens bem vestidos, com carrões . Isso não me pareceu felicidade, pois só vi homens correndo, como se estivessem programados.

Mas depois de fazer essa pequena, mas pertinente observação, voltemos ao tema. Realização não deve estar atrelada ao consumismo, mas a partilha de experiências, de sorrisos, vejo com preocupação nossa sociedade, e o Brasil não pode, nem deve se equiparar à “bestialidade norte-americana”. Nossa juventude deve procurar preencher as lacunas, dando ênfase a pesquisa, visando sempre o legado, visando sempre o mediato, devemos educar e trabalhar para que a nossa sociedade seja a razão maior de nossos esforços.

Chega desse status artificial, esse chip que colocam através de mídias cada vez mais “pobres”, com o único intuito de manipulação de massa.
Nossa juventude não pode deixar de ter a vontade que inflama seu peito, a vontade emancipadora de ser o diferencial, de estar incluído, sem fazer segregação. Nossa sociedade anela por homens de verdade, prontos para assumir o papel de liderança, capaz de reagir às desigualdades e injustiças que assolam nossa população.

Comentários

2 Comentários

  1. Parabéns meu querido amigo…

    O texto está muito bem elaborado e merece ser lido
    e compartilhado; segue em frente!!!

    Fraternalmente,

    Mário César.

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