Bolsonaro e o ódio à democracia

O deputado Federal pelo estado do RJ, Jair Bolsonaro conhecido por suas posições machistas e preconceituosas é o retrato do ódio mais ultrajante da Democracia e um defensor da Ditadura Militar que ele chama de “revolução”, não entrarei em detalhes sobre esse período negro de nosso país, mas não me eximirei de tecer parcos comentários sobre figurões como Bolsonaro e seguidores.

Numa democracia é natural que opiniões, inclusive as mais equidistantes sejam proferidas e tecidas, desde um bar até as tribunas das casas legislativas. O choque de ideias é normal, não é aceitável que numa democracia exista pensamento monolítico. É natural que mesmo dentro de uma casa existam várias linhas de pensar, discursos acalorados.

Mas é inaceitável ver e ouvir, principalmente por um parlamentar, insultos e agressões direcionados à pessoas e grupos determinados, com ódio e fúria, além de tecer loas a métodos desumanos como, por exemplo, a tortura. São esses senhores que enchem o peito e dizem em alto e bom som que são representantes de uma casta dos “senhores de bem”, e colocam nas minorias pechas inaceitáveis.

O deputado supracitado, já disse, entre muitas “perolas” que seus filhos não se relacionavam com empregadas, já desdenhou de desaparecidos na Ditadura Militar, chamando-os, na frente de suas mães de “porcos”. Vive atacando os movimentos LGBT, tenta atrapalhar e perturbar as diligencias da comissão da verdade, chamou a Deputada Maria do Rosário de “vagabunda”, e hoje em mais um absurdo, disse na Tribuna Da Câmara Federal a colega e parlamentar Maria do Rosário que “não a estupraria, pois ela não merecia”.

Esse homem teve 400 mil votos no RJ na ultima eleição, votos de viúvos de uma ditadura que torturou, matou, censurou, perseguiu estudantes, militantes, deu sumiço em corpos, fechou teatros, além de vender nossa honra aos países alinhados com Washington.

Pessoas como Jair Bolsonaro, fascista por escolha, são covardes que se escondem atrás de uma capa de homem sério, que teme a democracia, pois teme o que de mais precioso existe nela, pilares que dão sustentação a uma sociedade que se pretenda, igual, livre e fraterna.

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