Autor da lei que prevê volta da bebida aos estádios recebeu apoio do presidente do Santa Cruz

O deputado estadual Antônio Moraes (PSDB) informou que recebeu apoio de pessoas ligadas ao Náutico e do próprio presidente do Santa Cruz, Alírio Moraes, no seu projeto de lei que prevê a liberação da venda de bebidas alcoólicas nos estádios de Pernambuco. Em primeira votação, nesta terça-feira (24), o projeto foi aprovado com 18 votos favoráveis e 13 contrários. Ainda precisa passar por um segundo turno para depois ser sancionada pelo governador Paulo Câmara (PSB).

Em entrevista à Rádio CBN, Moraes explicou que dois amigos seus que não têm vínculo com a atual diretoria alvirrubra. “Eles mostraram que seria importante por conta do contrato do Náutico com a Arena Pernambuco, já que Itaipava (cervejaria que detém o naming rights do estádio) tem um contrato de R$ 10 milhões por ano”. Contrato esse que sofreu abalos no primeiro semestre, quando vieram a público notícias de que os repasses não estavam sendo feitos e um dos motivos era a proibição da comercialização do produto em Pernambuco. Como um efeito cascata, o Timbu começou a reclamar que os repasses mensais – fruto de um acordo de cavalheiros – não estavam chegando.

Com o Santa, o parlamentar conversou diretamente com Alírio. “O presidente do Santa Cruz, advogado Alírio Moraes, me procurou e disse que era importante para o clube que a comercialização voltasse”, disse. Sobre o Sport, o único dos três que mostrou-se contrário à ideia, Moraes retrucou que se a diretoria quiser pode manter o veto à venda de bebida, mesmo que a lei seja sancionada. “A lei prevê a liberação da venda, ela não obriga ninguém a vender. Se o Sport quiser pode continuar sem vender.

O deputado tucano também explicou que mesmo com a suspensão da bebida os episódios de violência continuaram a acontecer em Pernambuco e citou matéria do Jornal do Commercio desta quarta, mostrando que os torcedores presos na Operação Arquibancadas foram soltos. “A violência no futebol vem das torcidas organizadas. Estados como Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e São Paulo liberaram a venda de bebida e as brigas continuam fora dos estádios e promovidas por essas torcidas”.

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