Ataque de travesti a carcereiro só parou após tiros para o alto, diz polícia

Um policial precisou atirar para conter neste domingo (12) o ataque de um travesti a um carcereiro no 2ª Distrito Policial, no Bom Retiro, Centro de São Paulo, segundo informações do boletim de ocorrência.

O preso mordeu e arrancou parte da orelha do carcereiro durante uma transferência de cela. Foram disparados três tiros na direção da briga, sem atingir ninguém. O travesti teria ainda ameaçado e agredido outro policial, segundo o boletim do caso.

De acordo com policiais civis ouvidos, às 8h de domingo (12), o travesti de 25 anos atacou o agente de segurança quando era transferido. Além do carcereiro, de 36 anos, que teve um pedaço da orelha arrancada, a polícia registra que outro policial, de 54 anos, foi ameaçado pelo detento e ferido durante a confusão.

A secretaria não soube confirmar se o policial que atirou é o mesmo que ficou ferido. Segundo a investigação, depois que o preso foi contido, ele e os agentes de segurança foram encaminhados ao Hospital das Clínicas e ao Hospital do Servidor Público.

Imagens circulam na internet
Fotos de uma das vítimas feridas e do agressor circulam no Facebook e WhatsApp. Três imagens compartilhadas nas redes sociais mostram: o carcereiro sem a parte superior da orelha direita; a orelha arrancada num copo; e o preso detido por policiais.

A equipe de reportagem apurou que o travesti havia sido preso em flagrante por policiais militares por suspeita de agredir uma idosa em um prédio na região da Bela Vista. Segundo os agentes, o travesti discutia com um transexual em um apartamento. Uma vizinha ficou incomodada e foi reclamar do barulho. Houve discussão e a mulher foi agredida pelo travesti.

Segundo policiais, o travesti foi detido e levado ao 78º DP, Jardins, onde teria sido indiciado por tentativa de assassinato. Os agentes ainda relataram que, dentro da delegacia, ele tentou agredir os PMs que fizeram sua prisão. Em seguida, ele foi levado à carceragem do 2ºDP, no Bom Retiro, onde atacou o carcereiro após mudança de cela.

Quando mordeu a orelha do agente de segurança, o preso ficou com a parte que arrancou dentro da boca e só liberou depois de cerca uma hora, disseram os agentes.

Por agredir o carcereiro, o travesti irá responder também por lesão corporal grave, evasão mediante violência contra pessoa e resistência. O travesti continua detido no 2º DP. Não há confirmação se tem advogado defendendo-o.

O carcereiro que perdeu parte da orelha também não foi localizado para falar. Ele foi levado ao Hospital das Clínicas, onde passaria por cirurgia. Os colegas dele levaram à unidade médica o que sobrou da orelha, para saber se seria possível um reimplante.

Foram requisitados exames de corpo de delito para os envolvidos e perícia técnica no local do conflito.

 

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