Achados novos destroços que poderiam ser de avião da Malaysia

O Ministro dos Transportes da Malásia afirmou na madrugada deste domingo (2) que foram encontrados mais “restos metálicos” que pertenceriam a um Boeing 777 na ilha francesa de Reunião, informou a agência Reuters.

A nova descoberta levou o país a afirmar o desejo de ampliar as buscas na região pelo voo MH370 da Malaysia Airlines, feito por um Boeing 777, que desapareceu em março de 2014

Policiais recuperaram uma peça de 10 centímetros por 10 no litoral de Saint Denis, norte da ilha. O pedaço havia sido encontrado por um morador. Os agentes alertaram a brigada de transporte aéreo, responsável pelas investigações.

Uma fonte judicial, entretanto, disse à AFP que os pedaços não foram lacrados, desmentindo uma informação anterior.

Esta fonte “desmentiu qualquer lacre de objetos ou pedaços suscetíveis de proceder de um avião, como parte do processo judicial em curso” sobre o desaparecimento do avião da Malaysia Airlines em 8 de março de 2014.

Os investigadores não fizeram comentários sobre a procedência e a natureza do objeto.

“Está começando (na ilha) uma espécie de ‘caça ao tesouro’ e nos chamam por qualquer coisa”, disse a fonte ligada às investigações.

Também neste domingo em Saint André, local onde foi encontrado o pedaço da asa de avião, um homem entregou à polícia um fragmento de alumínio de 70 centímetros, por suspeitar que era parte de uma porta de avião.

Outros destroços
Na última quarta-feira (29), um fragmento de asa pertencente a um Boeing 777, similar ao que desapareceu, foi achado nesta ilha do Oceano Índico. Ele chegou neste sábado (1º) à França, onde vai ser analisado para verificar se pertence à Malaysia Airlines. O voo MH370 desapareceu sem rastro há mais de um ano com 239 pessoas a bordo.

O ministro malaio confirmou que esse destroço de dois metros foi oficialmente identificado como parte da asa de um Boeing 777.

“Foi verificado pelas autoridades francesas junto à fabricante Boeing, à agência de segurança nacional no transporte dos Estados Unidos e a equipe malaia que inclui o departamento de aviação civil, a Malaysia Airlines e o grupo de investigação sobre o (voo) MH370”, indicou Liow.

A parte encontrada foi encaminhada a Balma, nos arredores de Toulouse (sul da França), onde fica o DGA TA, laboratório subordinado ao Ministério da Defesa e especializado em investigações técnicas sobre acidentes de aviões.

No entanto, a perícia não começará até a quarta-feira, prazo concedido para garantir a chegada de todos os especialistas que farão o estudo.

Essa análise será realizada na presença de um juiz da seção de investigação da Gendarmaria de Transporte Aéreo (SRGTA), de um membro do Escritório de Investigação e Análise (BEA), de um especialista aeronáutico malaio e de um representante das autoridades judiciais do país.

A fabricante americana Boeing também anunciou na sexta-feira o envio de uma equipe técnica à França para colaborar nessas atividades.

A análise buscará principalmente descobrir o número de série da peça, de modo a determinar sua procedência e posteriormente a busca de qualquer elemento que permita elucidar se a aeronave explodiu durante o voo ou caiu diretamente na água.

O ministro australiano de Transportes, Warren Truss, afirmou na quinta-feira que o fragmento foi localizado em uma rota de acordo com as análises do possível trajeto do avião desaparecido, mas alertou que é improvável localizar o resto da aeronave.

A Austrália insistiu um dia depois que “é cada vez mais certo” que o fragmento pertença ao avião malaio, tese também compartilhada pelas autoridades malaias, que garantem que esse pedaço é de um Boeing 777.

A familiaridade, segundo a imprensa francesa, pode ser divulgada na quarta-feira, mas as conclusões da análise são aguardadas apenas para daqui a algumas semanas.

Relembre o caso
O voo MH370 da Malaysia Airlines, um Boeing 777-200, decolou de Kuala Lumpur na madrugada do dia 8 de março com 239 pessoas a bordo e deveria chegar a Pequim seis horas mais tarde. Quarenta minutos após a decolagem, o avião desapareceu subitamente das telas do radar.

As autoridades malaias asseguram que o aparelho mudou de rumo em uma “ação deliberada” para atravessar a Península de Malaca em direção contrária a seu trajeto inicial sem motivo aparente.

Segundo o grupo de especialistas que estuda o caso, o avião voou em direção ao sul do Índico com todas as pessoas a bordo inconscientes pela falta de oxigênio até ficar sem combustível e cair ao mar. Desde então não se encontrou nem sequer um pequeno pedaço da fuselagem da aeronave que confirme o acidente.

Segundo as investigações, o avião caiu em algum lugar das águas do sul do Oceano Índico.

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