A luta deve continuar

Não vejo outro meio de ensinar, de tirar a população das margens do desenvolvimento, sem que antes a educação se torne o centro, torne-se prioridade. A população tem fome, e também sede de crescer e de adquirir sabedoria.

Ninguém é detentor de sabedoria suprema, mas alguns têm a “informação” mais adequada, e para que um país torne-se grande tem que olhar as pessoas menos favorecidas, as pessoas que estão sem pespectiva de vida, mas nascem com uma triste “falta de esperança” que se torna cíclica.

Quais são os motivos? Muitos, diria, mas podemos apontar alguns mais escancarados. Uma distribuição de renda “repugnante”, um país onde a concentração da riqueza está nãos mãos de poucos e muitos ainda precisam se humilhar para comer alimentos “em decomposição”.

Inverter essa lógica é buscar uma realização nacional, onde a grandeza não deve estar em vestidos caros ou carros de luxo, mas na valorização primordial do povo. Uma criança hoje no Brasil ainda é obrigada a estudar em instituições sucateadas, sem o mínimo de motivação. Isso como se não bastasse o desajuste familiar, que é reflexo direto da falta de educação histórica.

Nossa educação ainda é de poucos e para poucos, e pouco se pode esperar quando uma fatia muito, mas muito pequena do PIB é destinada à educação.

É necessário trazer um debate mais forte, que exista limites para o enriquecimento e que a pobreza seja reduzida de forma gradativa e eficiente, o povo não pode viver a mercê de “esmolas” dos grandes eternamente, é certo que quem tem fome tem pressa e realmente não pode esperar, criticar a bolsa família é “ter barriga cheia” para criticar os que tem fome, mas acredito que só com mais investimento na educação, com mais eficiência no repasse, com educação integral de qualidade.

Com alimentação de qualidade, atendimento médico e odontológico, esportes, tecnologia para os alunos e assistência familiar podemos chegar de verdade a algum lugar.

Não somos diferentes, e potenciais são apenas diversificados, ao contrário do que prega a lógica capitalista, existe sim, espaço no mercado para todos, basta que a justiça seja feita, que economias solidárias como ensina o professor Paul Singer sejam colocadas em prática e que a educação seja o alvo principal para libertação dos oprimidos.

 

“Dedico esse texto a memória de uma pessoa que acreditava que era possível chegar a um mundo mais justo e igualitário, Ionésio Virginio”

 

“O que fazemos na vida ecoa na eternidade”

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