A cultura em Camutanga adormece

Hoje tive o prazer de ir para a FENEARTE em Recife, as cores de nosso povo, a inteligência impar do povo, arte em todos os sentidos, cores, brilho DIVERSIDADE e diversificação, barro, madeira, papel, porcelana, vidro, tecido, do rustico ao contemporâneo, do popular ao erudito, obras de profunda representatividade, em cada traço um detalhe do artista, em cada curva um pouco do perfil das cidades, dos estados, de países do mundo a fora.

Conversei com Peruanos, Uruguaios, Senegaleses, Ucranianos. Mas o parte chata é não ter visto nenhum stander de exposição de Camutanga, vi de todas as cidades, Ferreiros, Timbaúba, Macaparana, Aliança, Carpina, Vicência, S. Vicente Ferrer, Nazaré da Mata, etc. Mas NADA de Camutanga, isso nos faz refletir sobre que atenção temos dado ao desenvolvimento sociocultural em nossa Cidade, Artistas e potenciais Artistas temos aos montes, mas nossa Cultura está ESTAGNADA, esquecida, sem apoio e sem incentivos.

Não me alegra não ver nossa cidade representada por nossos artistas, por nossos produtos, somos a Terra da Cana, da Banana, mas não há cooperativas de beneficiamento, não temos ateliês que possam incentivar mulheres e homens para o trabalho artesanal, faltam oficinas de TUDO no que atina à cultura.

Não temos mais nem o prazer de ver coisas tão simples, mas de importância incomensurável, Cavalo Marinho em Camutanga adormeceu, a Bandinha acabou, os brincantes de todas as artes se foram ou perderam a vontade de “brincar”, Infelizmente, a involução de nossa Cultura e nossa história não se resume a FENEARTE.

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